São Paulo Reclama

SUJEIRA E LIXO EM EXCESSO NA ZONA SUL

, O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2011 | 00h00

Logística questionada

O entorno do Metrô Capão Redondo, na zona sul, tornou-se um ponto de descarte de entulho 24 horas. E ele nem sempre é retirado com rapidez. Enquanto o centro da cidade tem 14 caminhões cata-bagulho, as regiões do Campo Limpo e M"Boi Mirim, áreas de grande densidade populacional e geograficamente complicadas, têm juntas apenas 5 veículos. Talvez uma reflexão séria por parte das autoridades da gestão pública conduzisse a um investimento maior na limpeza urbana.

DEVANIR AMÂNCIO / SÃO PAULO

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informa, por meio da Subprefeitura Campo Limpo, que o cruzamento da Estrada de Itapecerica com a Av. Carlos Caldeira é um ponto viciado de descarte de entulho, porém, semanalmente, equipes da subprefeitura realizam a limpeza no local. Acrescenta que, recentemente, a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras fechou um balanço de multas emitidas para descarte irregular de entulho em vias públicas. Já são 98 multas de R$ 12 mil emitidas e mais de 100 pessoas que responderão por crime ambiental. Cada subprefeitura identificou os locais recorrentes de despejo clandestino de lixo e entulho e montou estratégias para tentar flagrar os responsáveis.

O leitor diz: O entorno do Metrô Capão Redondo é vergonhoso. Com a ação dos vendedores ambulantes a sujeira aumenta. O local e seu entorno estão muito longe da "cidade ideal" que o prefeito tanto anuncia. O Metrô também não faz nada que ajude a resolver o problema, pois parte da área onde a sujeira se acumula é de sua propriedade. A instalação de câmeras nas calçadas ajudaria e muito a inibir e a identificar quem suja.

TROCA DE MEDICAMENTO

A quem recorrer?

Meu filho foi diagnosticado com poucos meses como portador da doença de Gaucher, que tem como sintomas aumento do fígado e do baço, anemia, redução de plaquetas, dor nos ossos, problemas nas articulações do ombro e do quadril e osteoporose. Há 11 meses minha mulher e eu passamos por um dilema. O Ministério da Saúde substituiu o medicamento que controla os sintomas, o Cerezyme, pelo Taliglucerase. Mas não há estudos clínicos sobre o novo medicamento. Soube que só houve pesquisa com 30 crianças, e uma delas sofreu choque anafilático, por isso, desde fevereiro de 2010 meu filho não toma o remédio, como muitos outros pacientes. E, como resultado, tem tido muitos problemas. Minha mulher e eu participamos de um protesto em dezembro, com cerca de 40 pessoas, entre portadores da doença e parentes, na sede da Secretaria de Estado da Saúde. A pasta afirmou ser responsável apenas pela distribuição. O Ministério da Saúde não se manifestou. Em todo o Estado, 170 pessoas sofrem da doença. No Brasil, são 620 e o medicamento custa mais de R$ 30 mil.

PAULO ROGERIO R. DE GODOY / ITATIBA

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informa que a substituição do remédio foi feita por decisão do Ministério da Saúde, que é a instância responsável por definir a lista de medicamentos distribuídos pela rede pública em todo o Brasil.

O leitor diz: Isso já sabíamos. O novo medicamento só tem dado problemas aos que o têm usado, como convulsão. O que os pacientes precisam é do medicamento anterior.

ESPAÇOS PÚBLICOS

O abandono continua

Li a carta publicada neste espaço (25/1, Clube abandonado) do leitor sr. Pedro Felice Perduca, em que ele relata o abandono do espaço público municipal localizado na Rua Taquari n.º 549, Mooca. Como ele, estou indignado, pois sou frequentador do clube. O local está um verdadeiro lixão, e não só de galhos partidos. Há pisos soltos em suas alamedas e os sanitários são fétidos, degradados e quase sempre estão fechados.

OSWALDO ZITNICK / SÃO PAULO

FALHAS NA ENERGIA

Problema em toda cidade

Em solidariedade ao sr. Flávio Antunes Apolinário (22/1), em que ele relata as falhas frequentes no fornecimento de energia em Diadema, acrescento que isso ocorre também na Vila Mariana e em outros bairros de São Paulo, como Vila Madalena e Moema, conforme relatos de amigos. Com frequência no meu apartamento a luz pisca até varias vezes ao dia, mesmo sem chuva. Ou é incompetência ou falta de fiscalização sobre empresas terceirizadas que mexem na fiação. A AES Eletropaulo deveria melhorar seu serviço, que é obrigação, e não dar respostas tolas como costuma fazê-lo.

ELIZABETH LEAL / SÃO PAULO

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