São Paulo Reclama

RETRATO DA SAÚDE PÚBLICA BRASILEIRA

, O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2011 | 00h00

Humilhação e descaso

No dia 20/11 meu avô passou mal e meus pais e eu o levamos ao Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. Deixei-o com minha mãe e fui para casa ficar com minha avó. Soube que, após 2 horas de espera, chegou outro paciente baleado e, como havia apenas dois médicos de plantão, todos os outros pacientes tiveram de aguardar. É um descaso haver só dois médicos no plantão. Minha mãe me ligou e pediu para que eu telefonasse para o Disque Denúncia. Ao ouvir isso, a recepcionista arrumou um médico para atender meu avô, que foi internado. Ele teve alta no dia 8/12 e, nesses 18 dias de internação, meus pais foram todos os dias visitá-lo, mas nunca conseguiram falar com o médico. No dia da alta, meus pais foram informados de que ele tinha enfisema pulmonar, problemas no coração e que deveria procurar um cirurgião. Por que um cirurgião do hospital não deu continuidade ao tratamento? Ao chegar em casa, no dia 8/12, meu avô piorou e teve de voltar ao hospital. Até ser internado, 10 horas se passaram e ele ficou numa sala fria, sem comida, aguardando. Ao ser colocado na cama, ele começou a chorar de tanta dor e frio que sentia! Foi a cena mais humilhante e de descaso que presenciei.

GIAMPAULO POLTRONIERI JUNIOR / GUARULHOS

A Secretaria da Saúde de Guarulhos não respondeu.

O leitor relata: Meu avô faleceu na tarde de 14/12. Após a internação, no dia 9/12, meus pais não conseguiram falar com o médico. Enviei e-mails a outras instituições, como o Conselho Federal de Serviço Social, e fui ignorado! O pior é ter de pagar impostos e não ter direito a um atendimento público digno.

ABANDONO

Limpeza nas ruas

O restaurante Friday"s, localizado na esquina das Avenidas Santo Amaro com a Juscelino Kubitschek, cuidou por um bom tempo de um espaço público com a limpeza do local e dos pontos de ônibus. Como o restaurante fechou, o mato e o lixo se acumularam e, ainda, surgiram ratos. A Prefeitura só se preocupa em cuidar de espaços com maior visibilidade.

CELY ARENA / SÃO PAULO

A Assessoria de Imprensa da Subprefeitura Vila Mariana diz que a área verde citada recebeu serviços de manutenção, como limpeza e corte de grama, entre os dias 30 e 31/12. Ressalta a importância da solicitação de serviços pelo 156, nas praças de atendimento das subprefeituras ou pelo site da Prefeitura.

A leitora revela: O problema foi momentaneamente solucionado, pois o local já está todo cheio de lixo. A questão é que, nessa sexta-feira, choveu e inundou tudo. Telefonei para o 156, seguindo a recomendação da subprefeitura, e o prazo prometido para a limpeza da rua e dos bueiros foi de 40 dias! Lamento que os serviços públicos padeçam de falta de verba para a cidade valer o que pagamos por ela.

REDE ELÉTRICA

Substituição de postes

A Eletropaulo instalou postes novos na Rua Adalivia de Toledo, entre as Ruas Barão de Melgaço e Visconde de Nácar, no bairro Real Parque, mas não retirou os antigos. Há o dobro de postes necessários, o que piora a circulação dos pedestres. Além disso, num mesmo poste há dezenas de fios, como pode ser observado na foto enviada.

STELLA KOCHEN SUSSKIND / SÃO PAULO

A AES Eletropaulo informa que enviou uma equipe ao local, que constatou que todos os postes instalados estão sendo utilizados pela rede elétrica e que os antigos foram retirados. A distribuidora esclarece que os fios mencionados pela sra. Stella não pertencem à rede elétrica e já notificou a situação às empresas de telefonia e de TV a cabo, para tomarem as devidas providências.

A leitora contesta: Consultei os zeladores do prédio e todos falaram que os fios são da rede elétrica e que as quedas de energia constantes se devem às precárias condições da fiação. Portanto seria fundamental que a AES Eletropaulo fizesse uma vistoria real e parasse de pôr a culpa em outras empresas.

Fique atento: Se eu não gostar do produto, posso cancelar a compra? Os fornecedores não são obrigados a cancelar a compra de produtos que não apresentarem defeitos. O cancelamento é obrigatório, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, quando: for constatado, no prazo de garantia, que o produto apresentou defeito e após 30 dias o fornecedor não conseguiu saná-lo; a quantidade for diferente da especificada; não houver o cumprimento da oferta; houver desistência em 7 dias, se a compra foi realizada fora do estabelecimento comercial (internet, telefone, etc.); e se houver promessa de troca ou prazo para cancelar na nota fiscal ou no pedido de compra. Fonte: Procon-SP

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