São Paulo Reclama

FALTAM MÉDICOS E MEDICAMENTOS

, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2010 | 00h00

Dificuldades frequentes

A diferença entre o atendimento público e particular na área da saúde é pouca, a fila de espera é a mesma e o rodízio de médico se assemelha. Minha mãe, Divina Clementino Pinto, paga em dia, com muita dificuldade, seu plano de saúde, mas tem de esperar pelo menos 4 meses para conseguir uma consulta. Começou acompanhamento médico com uma geriatra em São Bernardo do Campo, no início do ano. Depois a médica foi descredenciada e ela teve de passar por outro profissional. Outro problema enfrentado é para retirar seus remédios num Posto de Saúde no Parque das Nações, em Santo André. Há mais de 2 meses o medicamento carbonato de cálcio 500 mg está em falta. Agora ela precisa passar por consulta com uma geriatra para conseguir outra receita. Antes de eu reclamar, ela só conseguiu marcar uma consulta para março de 2011, com outro geriatra, pois o dela foi descredenciado. Agora conseguiu atendimento para dezembro. O descaso é grande, como fica o acompanhamento da paciente? Por três vezes ela teve de recomeçar o tratamento. E os remédios destinados ao Posto?

HELDER PINTO / SÃO PAULO

A Ouvidoria da Cidade de Santo André Informa que, em 3/12, a coordenadora da Assistência Farmacêutica entrou em contato com o filho da paciente, informando-lhe de que o medicamento chegara naquele no almoxarifado e que estará disponível a partir desta segunda-feira nos Centros de Especialidades.

O leitor confirma: Recebi um telefonema da Assistência Farmacêutica de Santo André dizendo que o remédio estaria no Posto de Saúde a partir do dia 6/12.

AUMENTO ABUSIVO

Telefônica tenta se explicar

Tenho uma linha da Telefônica, com um plano de 700 minutos por mês para ligações locais. Nos meses passados, o custo do plano aumentou muito acima da inflação: na fatura com vencimento em 18/8 o valor cobrado foi de R$ 49,87; em setembro, R$ 58,64; e em outubro, R$ 60,75, representando um aumento de quase 22%. Quando liguei para saber o motivo desse aumento mensal, recebi a explicação de que o plano não era reajustado desde 2009 e houve aumento de até 43%. Solicitei que mudassem o serviço para o plano básico de 200 minutos. Mas, em novembro, chegou uma cobrança de R$ 132,14, e apenas R$ 20,21 eram de chamadas de longa distância, isto é, o plano básico custa R$ 111,93. Liguei para a Telefônica e as atendentes explicaram que o ciclo de faturamento passou de 1 mês para quase 50 dias. Ora, na conta de novembro foi faturado o período de 2/10 a 18/11. Quer dizer que estou pagando até por ligações que ainda não fiz, já que estava no dia 12/11? Além disso, todas as ligações são excedentes, pois o plano 200 não oferece nenhuma franquia. A Telefônica pode reajustar seu plano e mudar o ciclo de faturamento a seu bel-prazer?

ROBERTO MICHAELIS / SÃO PAULO

A Telefônica informa que a situação mencionada pelo sr. Michaelis foi regularizada, sem ônus financeiro para o cliente. Diz que entrou em contato com o leitor para prestar os esclarecimentos necessários e pedir desculpas pelos transtornos causados.

O leitor desmente: O assunto não foi resolvido, pois o contato da Telefônica foi para tentar justificar o injustificável. Decidi cancelar o serviço.

EXEMPLO DE EMPRESA

Problemas técnicos da NET

Mudei de casa e solicitei a transferência dos serviços da NET para esse novo local, que fica a aproximadamente 600 metros da minha antiga residência. Após exaustivas tentativas, a NET alegou que era impossível fazer a transferência, por causa de problemas técnicos. Mas, quando solicitei o cancelamento, eles disseram que mandariam um técnico para verificar o problema. Não aceitei esse argumento. Cancelei o serviço e solicitei que retirassem os aparelhos no meu novo endereço e que revisassem os valores cobrados, já que não utilizava os serviços desde o dia 11/10. Nada do que eu pedi foi atendido e ainda debitaram o valor integral do plano (R$ 73,29) em 10/11. A NET argumenta que só vai cancelar o serviço após a entrega dos aparelhos, mas não vai buscá-los.

ROBERTO DIAN / SÃO PAULO

A NET informa que a situação foi resolvida.

O leitor relata: Moro no Tremembé e tive de ir até a NET, na zona sul, para entregar os aparelhos. Quatro dias depois, a NET entrou em contato para perguntar sobre os aparelhos - o que mostra a falta de controle sobre o serviço prestado a seus clientes.

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