São Paulo reclama

PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA

, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2010 | 00h00

Sujeira e abandono

Entrei em contato com a Prefeitura, a União Nacional Protetora dos Animais, a Vigilância Sanitária, mas não consegui ajuda. Tirei fotos da casa de meu vizinho, que está infestada por ratos e gatos e lixo. A resposta que obtive foi para eu entrar no Juizado de Pequenas Causas, mas acredito que se trata de um problema de saúde pública e não entre mim e meu vizinho. Essa situação já se estende por muitos anos e, como sempre, a Prefeitura diz não poder fazer nada. A casa está imunda e caindo aos pedaços e o cheiro é horrível.

PAULO A. MORETTO / SÃO PAULO

Em resposta à reclamação que segue, a Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) informa que, no dia 28/9, fez vistoria nos imóveis de números 198 e 204, da rua citada pelo leitor. Na data agendada para nova vistoria com equipe de desratização, no imóvel 204, em 30/9, o proprietário não se encontrava no local e não deixou nenhum responsável para autorizar a entrada da equipe. Outra vistoria foi realizada no dia 8/10. A equipe da Covisa constatou que o local apresentava condições precárias para habitação, além de diversos vestígios de roedores e, em razão disso, foi realizada desratização no local. Quanto ao imóvel 198, a equipe da Prefeitura encontrou o local fechado e não obteve autorização do proprietário para fazer a inspeção. A advogada do proprietário pediu que ele exigisse um documento protocolado pela Prefeitura para liberar a entrada da autoridade sanitária e, dessa forma, a vistoria ficou agendada para o dia 29/11.

O leitor relata: Ninguém da Prefeitura apareceu no dia agendado. O cheiro da casa está insuportável e fica pior com o calor, pois está repleta de lixo. Não sei mais o que fazer.

ESPERANDO POR VAGA

Criança sem escola

Desde 2009 tento matricular meu filho, hoje com 5 anos, no CEU Cantos do Amanhecer, no Jardim Eledy, Campo Limpo. Também não consigo vaga em nenhuma outra escola da região, com a alegação de que ele "já está aguardando vaga". Trabalho como faxineira e faço muito sacrifício para pagar uma escola particular para ele. Dizem que há vagas para todas as crianças e que, com 5 anos, todas devem estar na pré-escola. Mas não é isso o que ocorre.

ROSEMARY DE SÁ / EMBU

A Diretoria Regional de Educação de Campo Limpo informa que a criança citada está inscrita e aguarda vaga no CEU Cantos do Amanhecer. Explica que as crianças são chamadas para atendimento, conforme ordem numérica de cadastro, observada a correta acomodação nos agrupamentos ou estágios e priorizando a demanda registrada no Município de São Paulo. Diz que os pais podem acompanhar o andamento da vaga pelo site http://www.portalsme.prefeitura.sp.gov.br ou por listagem afixada em qualquer escola do mesmo distrito-setor.

A leitora lamenta: O problema não foi solucionado. Há mais de 2 anos aguardo pela vaga!

ATENDIMENTO RUIM

Fila para recarregar cartão

A maioria dos funcionários das cabines que ficam dentro das estações de Metrô não presta atendimento eficiente. Todas as vezes em que vou recarregar meu cartão de Bilhete Único observo que sempre há dois funcionários, porém, apenas um atende os passageiros. E, para piorar, eles ficam batendo papo entre si, o que deixa o atendimento ainda mais lento.

AIRÔ BARROS / SÃO PAULO

O Serviço de Atendimento ao Cliente da Planetek - Rede Pague Express informa que entrou em contato com a cliente, sra. Airô e explicou que as operadoras dentro da cabine fazem outras atividades, além de atender os usuários. Entre elas, conferência do dinheiro, manutenção técnica e procedimentos de controladoria. Responde que é possível fazer recargas nas máquinas de autoatendimento, disponíveis em várias estações do Metrô. Diz que atende em média 250 mil pessoas por dia e capacita os operadores para atender bem os usuários.

DESLEIXO

Lixo a céu aberto

O bairro Pedreira, no sul da cidade de São Paulo, é um monumento à incompetência e desleixo dos sucessivos prefeitos, governadores, vereadores, deputados estaduais, federais e senadores eleitos por São Paulo. Com um fedor sufocante e insuportável, o bairro onde vivem milhares de trabalhadores não possui coleta de lixo e saneamento básico, o esgoto corre a céu aberto, indo tudo parar dentro da Represa Billings, de onde o paulistano coleta a água para beber. O caso mereceria uma denúncia na OMS.

EDVALDO ANGELO MILANO / LIMEIRA

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