São Paulo reclama

DIFICULDADE PARA RECEBER O DINHEIRO DE VOLTA

, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2010 | 00h00

Fraude em conta de idosa

Minha tia Julieta Soares da Silva Stucchi é correntista do Banco do Brasil desde maio de 1983 e possui, além da conta corrente, algumas aplicações nessa instituição. Mas o banco não está livre de golpes. Houve saques indevidos na conta dela e o Banco do Brasil não parece interessado em solucionar o problema. Passados mais de três meses, a instituição não devolveu as quantias sacadas e ainda quer aplicar taxas sobre suas aplicações. Tais saques já foram devidamente identificados como sendo fraude bancária. E aí pergunto: de quem é a fraude maior, de quem furta o dinheiro ou dessa instituição? Sem contar que, quando minha tia resolveu encerrar sua conta nessa agência, foi "sutilmente" desaconselhada pela sua gerente. Minha tia tem 82 anos e, pelo menos, deveria estar amparada pelo Estatuto do Idoso, além da lei em relação a esses casos.

MARIZA SOARES DA SILVA / SÃO PAULO

O Banco do Brasil informa que a gerente da agência de relacionamentos da sra. Julieta entrou em contato com ela diversas vezes. Esclarece que a cliente foi informada sobre os procedimentos envolvendo sua conta corrente e a ocorrência aberta foi solucionada. Ressalta que durante todo o processo a sra. Julieta recebeu acompanhamento, consultoria e informações de sua agência de relacionamento. Diz ainda que pediu desculpas à leitora. Acrescenta que, por questões de segurança e preservação de sigilo bancário, não pode prestar mais informações sobre o assunto, pois a sra. Mariza não é titular da conta ou procuradora da sra. Julieta.

A leitora diz: O problema foi solucionado, como sempre, após a intervenção do jornal.

ERRO DE INFORMAÇÃO

Confusão com pontos

Há três meses transferi meus pontos do parceiro Itaú/Visa para o TAM Fidelidade com a intenção de trocá-los por uma passagem para o Rio de Janeiro. A transferência ocorreu dias depois. Ao tentar trocar os pontos pela passagem, foi solicitada a senha de um plano chamado Multiplus Fidelidade. Depois de inúmeras tentativas, via atendimento online, nenhuma das duas empresas soube informar qual seria essa senha. O tempo passou e a necessidade de viajar para o Rio de Janeiro também. Depois desse engodo, estou há mais de 3 meses tentando recuperar os pontos. A empresa alega que, por política do plano de pontuação, não pode efetuar o estorno, mas não cumpriu com o prometido ao aceitar a transferência de meus pontos. A falta de respeito agora é tamanha que nem sequer retornam meus e-mails. Ou seja, perdi meus pontos por culpa técnica da empresa e eles se negam a devolvê-los.

CLÁUDIO MATTEI / SÃO PAULO

A TAM informa que entrou em contato por e-mail com o sr. Mattei para pedir desculpas pelas dificuldades encontradas e informá-lo de que a equipe foi reorientada sobre a importância de divulgar informações claras e precisas. Esclarece que a senha de resgate de pontos deve ser solicitada diretamente à Central de Atendimento Multiplus e ela será enviada ao cliente via e-mail ao endereço eletrônico cadastrado. Já a assinatura eletrônica do Programa TAM Fidelidade pode ser solicitada pelo próprio site da TAM. De acordo com as regras firmadas entre a TAM e seus parceiros, após a transferência, os pontos não podem mais retornar para o cartão de crédito. A empresa conta com a compreensão do leitor.

O leitor contesta: O problema não foi solucionado. Vou continuar insistindo na devolução dos pontos para meu cartão de crédito. Se for necessário, entrarei com processo judicial.

ABSURDO BUROCRÁTICO

A quem recorrer?

Moro na Irlanda desde 25/6, onde ficarei por 12 meses. Antes de deixar o Brasil, trabalhei por um ano, até abril de 2010, na empresa PB Comércio e Suprimentos de Informática Ltda. Quando deixei a empresa, dei entrada no seguro-desemprego, com direito a receber 4 parcelas, a primeira em 29/6. Meu pai, responsável por receber o dinheiro, via procuração, ao tentar retirar a segunda parcela, em 29/7, soube que o seguro fora cancelado, porque eu estaria trabalhando na empresa Rot Rai desde 1.º/12/2006! Mesmo ele apresentando minha Carteira de Trabalho, onde não consta nenhum registro dessa empresa, foi informado de que eu preciso voltar ao País para resolver o problema. Já entramos em contato com a empresa Rot Rai que diz que não tem nada a ver com o assunto. Mas tenho um documento entregue pelo Poupatempo em que consta o nome da empresa!

KELY MAYUMI TANIGAWA / SÃO PAULO

O Ministério do Trabalho e Emprego não respondeu.

A leitora relata: Nada foi feito.

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