São Paulo reclama

CARTÃO DO IDOSO E ZONA AZUL TÊM DE SER EXPOSTOS

, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2010 | 00h00

Duas multas em minutos...

Minha mãe, Maria José Menotti, recebeu duas multas enquanto visitava o Museu do Futebol com os netos. Motivo: estacionar em desacordo com a regulamentação em vaga de idoso. Ela tem 75 anos e está com a carta e a documentação do veículo em dia, mas não sabia da existência nem que devia deixar exposto o "Cartão Idoso". A legislação, em vez de coibir o uso de vaga preferencial por quem não tem essa condição, arranja empecilhos para quem a possui. É correta a aplicação das duas multas lavradas com diferença de minutos e dentro da validade do cartão Zona Azul? Se for, minha mãe teve sorte, já pensou se tivesse passado um batalhão inteiro naquela hora?

JEÂNICE MENOTTI / SÃO PAULO

Adele Nabhan, do Departamento de Imprensa da CET, informa que a emissão do "Cartão Idoso" por parte do DSV é gratuita. A regulamentação das vagas exclusivamente para pessoa idosa segue a Lei Federal 10.741 de 2003 e a Resolução 303 do Conselho Nacional de Trânsito de 2008, que estabeleceram um porcentual de 5% do total de vagas disponíveis pela Zona Azul para esse fim. Para garantir que essas vagas sejam utilizadas por quem de direito, é exigido o "Cartão Idoso" no veículo, além do Cartão de Zona Azul. Quanto à dupla autuação, a CET informa que o agente de Trânsito, ao realizar a fiscalização, não constatou outra autuação no veículo nem do "Cartão Idoso". Dessa forma, a CET avalia cancelar o segundo auto de infração.

A leitora lamenta: Minha mãe e eu ouvimos rádio todos os dias e não sabíamos da existência desse cartão. Lemos tantas notícias sobre "fábrica de multas" que parece proposital a falta de divulgação. Espero que cancelem uma das multas.

RELÓGIOS INVERTIDOS

Cobrança errada

No dia 19/10 abri um chamado na Ouvidoria da AES Eletropaulo, porque descobri que há mais de 2 anos pago a conta do meu vizinho e ele, a minha, ou seja, os nossos relógios estão invertidos. A empresa enviou técnicos, que fizeram laudo confirmando o problema. No dia 3/11, recebi e-mail da AES Eletropaulo, em que informava que o caso fora enviado para análise e que entraria em contato. Em 8/11 verifiquei que a empresa não corrigira o problema e pior: minhas contas de energia foram bloqueadas pela Ouvidoria. Ao entrar em contato com a empresa, uma atendente informou que não havia prazo para resolver o problema.

FÁBIO DE LIMA MACIEIRA / OSASCO

A AES Eletropaulo informa que o cadastro do cliente, sr. Macieira, foi regularizado em 3/11.

O leitor contesta: A empresa pode até ter regularizado o cadastro, porém, desde agosto de 2008, estou pagando pelo consumo do meu vizinho. Não fui ressarcido, portanto, o problema continua.

MELHORIAS NA CIDADE?

Sujeira e buracos continuam

Neste ano houve aumento do IPTU sob alegação de melhorias na cidade. Moro há dez anos na mesma rua (Cap. Manoel Novaes) e os únicos serviços foram tapa-buracos malfeitos. Há ainda buracos e infiltrações no asfalto e nas sarjetas, e as calçadas estão esburacadas - onde está a fiscalização? Já paguei o IPTU e gostaria de ter retorno. Outro ponto é o não recolhimento de entulho deixado nos passeios. Na travessa da Heliodora, no n.º 111, o lixo permanece ali há pelo menos 3 meses.

VERA LUCIA ALVES OGUMA / SÃO PAULO

A Assessoria de Imprensa da Subprefeitura Santana/Tucuruvi informa que o serviço de tapa-buraco é realizado constantemente no local. Diz que fará uma vistoria técnica para avaliar se há necessidade de recapeamento na rua citada. E, se for confirmada a necessidade, encaminhará a solicitação à Superintendência das Usinas de Asfalto. Com relação às calçadas, a manutenção é de responsabilidade dos proprietários. A subprefeitura enviará agentes vistores ao local para notificá-los, em caso de necessidade. O entulho depositado irregularmente na via é constantemente recolhido e o monitoramento da via será intensificado.

A leitora relata: O entulho foi sim retirado, mas só depois que reclamei. Ele permaneceu lá por 3 meses. Quanto ao buraco, há um em frente ao meu prédio há meses. Em dias de feira livre, os próprios feirantes são obrigados a pôr um tapume no local, para que os fregueses possam se aproximar das bancas. O asfalto tem de ser trocado faz tempo não só nessa rua, como também na travessa que a liga à Rua Alfredo Pujol. As calçadas estão do mesmo jeito de quando mudei para cá (há 10 anos), então suponho que a fiscalização da subprefeitura deixa a desejar. Espero que o prometido seja finalmente cumprido.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.