São Paulo reclama

GOLPE EM ABASTECIMENTO SE REPETE

, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2010 | 00h00

Absurdo em posto da Shell

Em 12/11, por volta das 12h30, abasteci no posto Shell da Rua da Consolação, n.º 785. Solicitei R$ 100 de gasolina aditivada. O frentista questionou se eu gostaria que verificasse a água e o óleo e concordei. Por uns minutos me ausentei e, ao retornar, vi que fora usada a bomba de cor verde (etanol). Mas, antes que eu falasse algo, o frentista disse que havia óleo no reservatório de água, aparentemente para me distrair. Afirmei que o veículo havia acabado de sair da revisão. Nesse momento, outro frentista disse que abastecera o carro. Questionei sobre qual combustível fora colocado e ele disse que tinha sido gasolina aditivada, mostrando a tampa do tanque com a mangueira de cor vermelha (gasolina V-power). Apontou para o marcador, que indicava R$ 100. Desconfiado, mas com pressa, reiniciei o computador de bordo para verificar a média de consumo. Depois verifiquei que fora de 4,6 km/l, ou seja, próximo ao que meu carro faz quando abasteço com etanol. À noite busquei na internet denúncias sobre esse posto e li outro caso publicado neste espaço (23/1, Cuidado com o golpe).

CÉLIO CAUS JR. / IGUAPE

A Shell Brasil informa que se comunicou com o revendedor para apurar o fato. O responsável pelo posto disse que conversou com o cliente para esclarecer o ocorrido e apontar-lhe as providências tomadas.

O leitor relata: O revendedor entrou em contato e disse não ter nada a ver com o fato. Pediu desculpas e os nomes dos frentistas, mas eu não sei. Perguntei se as câmeras não registraram o fato, e ele disse que estavam em manutenção. Pediu que eu fosse ao local, mas só vou a São Paulo nos finais de semana.

OSCAR FREIRE

Buracos e lixeiras lotadas

A Rua Oscar Freire é considerada a mais chique e sofisticada de São Paulo. Logo depois da inauguração de suas calçadas, chamei a atenção para a má qualidade do material e do serviço, mas não recebi nenhuma explicação. O lixo que se vê espalhado na rua dá vergonha. Todo o fim de semana há lixo no chão, em volta das lixeiras, que já estão repletas. O que mais impressiona é que nem os lojistas têm a iniciativa de limpar as lixeiras em frente a seus estabelecimentos. E ainda querem promover o turismo na cidade!

MARIA TEREZA MURRAY

/ SÃO PAULO

A Subprefeitura Pinheiros informa que realizou vistoria no passeio da Rua Oscar Freire e não foram encontrados buracos ou irregularidades. A varrição da via é realizada três vezes por dia e a coleta do lixo depositado nas lixeiras é feita diariamente pela Associação dos Lojistas da Oscar Freire, entidade que mantém termo de cooperação com a Prefeitura e financiou a revitalização do passeio. Reitera a importância da conscientização da população no sentido de não jogar lixo nas ruas, pois, além de sujar a cidade e ser crime ambiental, tal prática contribui para o entupimento das galerias e bocas de lobo, ocasionando possíveis alagamentos.

A leitora diz: A resposta é patética. Há, sim, muitas irregularidades, buracos e serviço malfeito. Quanto ao lixo, nos fins de semana ele fica acumulado nas pequenas lixeiras, que transbordam, sem falar do que se espalha por toda a rua.

SEM SERVIÇO BÁSICO

Explicação estranha

Em 9/11, por volta das 22h30, o transformador que liga a luz da rua no meu edifício queimou e moradores e administradores do prédio ligaram para a AES Eletropaulo, sem sucesso. Às 9 horas de 10/11, a empresa enviou um pequeno veículo, que não pôde fazer o conserto. Ao meio-dia foi enviado um caminhão sem elevador hidráulico, que também não pôde realizá-lo. O atendimento da Eletropaulo é péssimo e uma atendente chegou a dizer que não havia registro de reclamações do prédio. Não é crível que um serviço dessa natureza deixe dezenas de moradores abandonados à própria sorte!

CLAUDIA DA FONSECA MESQUITA / SÃO PAULO

A AES Eletropaulo informa que o transformador foi reparado no dia 10/11. Esclarece que não foi possível realizar os serviços com a 2ª equipe por causa de interferências de veículos que estavam próximos ao poste.

A leitora contesta: A resposta não é verdadeira, pois o transformador fica na saída de carros do edifício, sendo, portanto, possível ao caminhão estacionar na saída, sem prejudicar os moradores. O serviço, pedido em caráter de urgência (9/11, às 22h30), só foi efetuado às 19h30 do dia 10/11, ou seja, depois de 22 horas do ocorrido e depois de dezenas e dezenas de reclamações. Os funcionários limitaram-se a dizer que o atraso se deu por "excesso de serviço e de chamadas".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.