São Paulo Reclama

GUARUJÁ

, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2010 | 00h00

Esgoto na praia

Fui ao Guarujá em 2/11 e vi esgoto sendo despejado "in natura" nas areias das Praias de Pitangueiras e Astúrias, apesar do alarde gerado pelo governo do Estado com o Programa Onda Limpa, da Sabesp. Não via imagens como essas no litoral brasileiro há tempos. Pretendia comprar um imóvel no Guarujá, mas mudei de ideia. Vou investir num balneário onde as autoridades se preocupam com o bem-estar da população.

LEONARDO GRILO / SÃO PAULO

A Sabesp diz que o Guarujá tem uma completa infraestrutura para captação e tratamento de esgoto, atendendo mais de 82% da população. Informa que fez vistoria técnica ao local citado e explica que o que há são saídas de galerias de águas pluviais, que fazem o lançamento de águas de chuva e do lençol freático, ou seja, não são provenientes de esgoto doméstico. O Programa Onda Limpa concentra-se no distrito de Vicente de Carvalho e, após a inauguração da Estação de Tratamento de Esgotos em fevereiro, o índice de coleta na cidade se elevará para 95%.

A Prefeitura do Guarujá, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, informa que as Praias de Pitangueiras e Astúrias não recebem despejos de esgoto in natura. Para o diretor de Proteção Ambiental, Osmar Piasentin, o reclamante pode ter sentido mau cheiro em decorrência das chuvas, quando há "uma lavagem nas galerias pluviais e os materiais naturais, que estão em decomposição, são despejados no mar". Segundo ele, o Programa Canal limpo tem sido prioritário na cidade. Com isso, possíveis ligações clandestinas de esgoto têm sido identificadas e os infratores, autuados. Diz que o Guarujá conta ainda com o programa caça-esgoto, que identifica ligações clandestinas.

SEM MÉDICO

Dez meses esperando

Em janeiro, consultei um clínico-geral na Unidade Básica de Saúde Max Perlman e ele me encaminhou para um dermatologista. Preenchi a guia de encaminhamento e esperei. Em agosto, recebi um telefonema do posto pedindo para que eu fosse buscar o comprovante de agendamento, no qual constava consulta para o dia 28/10 na Unidade Dr. Alexandre Kalil Yasbek, no Planalto Paulista. Mas, quando cheguei nesse posto, não havia médico para me atender, porque ele pedira demissão. Reclamei por que não me avisaram e responderam que a responsabilidade era da UBS Max Perlman. Indignada, retornei a esse posto, mas ninguém soube dar uma resposta.

SANDRA REGINA NASCIMENTO / SÃO PAULO

A Coordenadoria Regional de Saúde Sudeste diz que lamenta o transtorno causado e informa que entrou em contato com a sra. Sandra para prestar esclarecimentos. Responde que nova consulta foi agendada no Hospital Ipiranga para 19/11.

A leitora diz: O problema parece ter sido solucionado. Mas não consigo imaginar como chegarei ao hospital. Há postos mais próximos.

LOGÍSTICA FALHA

Coleta de lixo na Mooca

Estou desde abril tentando convencer a Prefeitura de São Paulo de que a retirada de lixo da Rua Taquari, na Mooca, deveria ser diária, pois a região mudou com a construção de condomínios. Registrei várias solicitações na Prefeitura, na Subprefeitura Mooca e enviei e-mail para a Logística Ambiental de São Paulo (Loga). Os moradores vivem num verdadeiro lixão. A Prefeitura não percebe que agora há prédios onde antes eram casas, armazéns e depósitos? Também não vejo mutirões, como cata-bagulho, na região. O problema se estende pelo Viaduto Bresser, nas ruas próximas da Estação do Metrô Belém e nas praças do bairro.

SIMONA MELO / SÃO PAULO

A Secretaria de Serviços, por meio do Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb), informa que a coleta de lixo domiciliar na Rua Taquari, próximo ao número 941, é feita regularmente três vezes por semana, em dias alternados, como na maior parte da cidade. Diz que o Limpurb realiza comandos para a constatação de lixo colocado para coleta fora de horário, descarte irregular e grandes geradores de resíduos, a fim de minimizar o problema do lixo em via pública. Responde que a Subprefeitura Mooca informou que executou o último cata-bagulho na região em 23/10 e a próxima operação será em 27/11 na Água Rasa. A respeito de problemas de lixo no Viaduto Bresser, informa que as limpezas são realizadas rotineiramente e que, além de executar a remoção do entulho despejado no local, também faz serviços de lavagem, quando detectada a necessidade. Ressalta que, para esse trabalho ser percebido, a população precisa colaborar com a administração municipal, não descartando lixo irregularmente nas vias públicas e respeitando os dias e horários de coleta. Informa que quem for flagrado jogando entulho na rua poderá ser multado em R$ 12 mil.

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