São Paulo reclama...

SEGURO-DESEMPREGO

, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2010 | 00h00

Esperando há um ano

Fui demitido em outubro de 2009 sem justa causa. Recebi a primeira parcela do seguro-desemprego e tive as outras três parcelas bloqueadas. Atualmente, não tenho registro na Carteira de Trabalho da Previdência Social (CTPS) e trabalhei durante 11 meses na última empresa. De acordo com a lei, tenho direito a quatro parcelas do benefício. Descobri que no relatório impresso do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aparecem informações de número e de série diferentes de minha CTPS. No Cadastro Nacional de Informações Sociais (Cnis) do INSS há um espaço vago do lançamento da data de rescisão da penúltima empresa. A agente administrativa da Agência da Previdência Social (APS) conjetura sobre o descumprimento de comunicação da empresa com o INSS. Entretanto, a profissional dos Recursos Humanos afirma que a companhia realizou a comunicação corretamente. Em 28/5 entreguei cópias de documentos à APS de Jundiaí, entre elas a declaração da penúltima empresa em que trabalhei, confirmando que eu fazia parte do quadro de funcionários. Em 17/6 verifiquei que a atualização de vínculo empregatício da base de dados ainda não estava concluída. Apesar de recentemente as agências do INSS terem passado por uma reestruturação de tecnologia de informação, percebo que há muito trabalho pendente. Nesse dia disseram para que eu aguardasse um telefonema, pois ainda estavam atualizando os casos de dezembro. Continuo aguardando.

TIAGO VINTEM / JUNDIAÍ

O Ministério de Trabalho e Emprego não respondeu.

O leitor informa que o problema ainda não foi solucionado.

FISCALIZAÇÃO DA CET

Indignação com multa

No dia 20/10 estacionei na Rua Florêncio de Abreu, em local de zona azul, e fui abordado por um rapaz oferecendo uma folha por R$ 4. Enquanto separava o dinheiro, ele preencheu o cartão, que foi colocado no para-brisas. Quando voltei, o carro estava sendo multado! O agente da CET disse que a folha estava preenchida com tinta removível. Alegou que as demais multas eram de carros à frente, todas pelo mesmo motivo. Se ele sabia que havia erro no preenchimento, deveria dar oportunidade à vítima de corrigi-lo e não lavrar uma multa. A alegação é de que ele cumpre a lei, e que cabe aos prejudicados recurso. Perguntei como poderia eu saber que havia um fraudador vendendo folhas? Resposta brilhante: a CET faz campanhas para que o talonário seja adquirido em locais autorizados. E se você deixar o carro e for procurar talão, toma uma multa! E quais providências ele, como agente público, tomou? Comunicou à polícia? Não! Onde ficam então os princípios da razoabilidade e da eficiência? Fui até a PM no Largo de São Bento, mas não conseguimos encontrar o "esperto" vendedor.

RICARDO CAVALLARI / CAMPINAS

Adele Nabhan, do Departamento de Imprensa da CET, esclarece que ao agente cabe só a fiscalização de veículos estacionados irregularmente. Quanto aos flanelinhas, a CET não tem poder de fiscalizar, dependendo de ações policiais. Neste caso, o agente notou que as folhas tinham sinal de reaproveitamento, tendo sido preenchidas com tinta removível. Diz que há vários lugares para se adquirir talões de Zona Azul a preço oficial tais como casas lotéricas, Correios, etc. E que os operadores de trânsito sempre utilizam o bom senso para não elaborar o Auto de Infração, dando o tempo necessário, ao observar que o usuário estacionou o veículo na vaga e se dirigiu a posto autorizado.

O leitor contesta: A resposta confirma o que eu já sabia. Ora, se ele sabe que há um ilícito sendo cometido, deve comunicar à polícia e/ou a seus superiores, mas não o faz!

LIMPEZA PÚBLICA

Sujeira constante

Não gosto de bancar o chato, mas tenho de denunciar (com fotos) o péssimo serviço de limpeza feito na Av. Gen. Valdomiro de Lima, Jabaquara. O que resta aos moradores? Limpar a rua depois de um dia desgastante de trabalho, senão teremos ratos como companhia. Não quero ter de reclamar mais, já o fiz diversas vezes pelos meios oficiais e de nada adiantou!

DOMINGOS ALTOBELLO NETO / SÃO PAULO

A Subprefeitura Jabaquara esclarece que na via citada são realizadas varrições rotineiras, mas para que isso seja percebido é importante a colaboração dos moradores da região no descarte correto do lixo, respeitando os dias e horários de coleta. Informa que, após vistoria no local, não foi constatada nenhuma irregularidade nos problemas de varrição, mas a fiscalização será intensificada.

O leitor desmente: A resposta da subprefeitura não é verdadeira. No dia 5/11 tive de limpar o local novamente.

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