São Paulo reclama...

PROBLEMA CRÔNICO?

, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2010 | 00h00

Moradores de rua

Ultimamente houve aumento de moradores de rua no Jardim do Largo Senador Raul Cardoso, na Vila Clementino, ao lado da Cinemateca. Não há dúvida de que a falta de moradia é um problema sério e essas pessoas, assim como qualquer outro cidadão, têm direito a um lar, trabalho saúde e educação. Mas essa é uma atribuição da Prefeitura, afinal, não é também para isso que pagamos impostos? Se a Prefeitura não é capaz de administrar seu orçamento ou não tem competência para resolver seus problemas, que isente o contribuinte do pagamento de impostos, como o IPTU, e deixe de transferir a responsabilidade para o cidadão. A solução privada é, muitas vezes, melhor e mais rápida do que a pública.

ROBERTO COSTA AGI / SÃO PAULO

A Secretaria Municipal de Assistência Social esclarece que agentes sociais do Serviço Presença Social nas Ruas (PSR), órgão ligado a esta Pasta, abordou nos últimos dias um grupo de três homens, moradores em situação de rua, que ficam no Largo Senador Raul Cardoso. Diz que a eles foi oferecido acolhimento em centros de acolhida, porém, somente um aceitou o encaminhamento. Ressalta que, por lei, não é possível obrigar nenhum morador de rua a aceitar um abrigo. Acrescenta que o trabalho de abordagem vai continuar com o intuito de convencê-los dos benefícios de saírem das ruas e, com isso, encaminhá-los para um dos 44 Centros de Acolhida da cidade.

O leitor comenta: É fácil se esconder atrás de uma lei e lavar as mãos para um problema tão grave. Há usuários de crack no largo. Assim como o IPTU aumenta quando há melhorias na região, ele deveria diminuir quando o contrário ocorre.

TELEFÔNICA

Descaso ou confusão?

Em 13/10 fui à loja da Telefônica, na 7 de Abril, e solicitei desligamento temporário de minha linha por 30 dias. A interrupção ficou agendada para o dia 18/10, às 14 horas. Mas no dia 14, às 9 horas, desligaram a linha! Após muitas chamadas, usando celular de amigos, falei com uma funcionária, que reconheceu o erro, fornecendo protocolo. Passadas 48 horas continuei sem telefone.

ODILON DA SILVA ROCHA / SÃO PAULO

A Telefônica informa que o desligamento temporário da linha do sr. Rocha foi efetuado no dia 25/10. A empresa pede desculpas pelo desencontro de informações ocorrido durante o atendimento.

O leitor contesta: A empresa confirma ter desligado o telefone no dia 25/10, mas o acertado era dia 18/10! Espero não ter de pagar pelo tempo que fiquei sem telefone e que a linha volte a funcionar no dia 18/11, conforme o combinado.

SUJEIRA NA MARGINAL

Ação criminosa

Todos os dias no caminho do trabalho observo a margem do Rio Tietê, embaixo da ponte recentemente inaugurada no complexo do Cebolão, repleta de entulho e lixo. Será que a ViaOeste não vai encarar o problema, efetuar a remoção desse material e fechar o acesso clandestino que existe no local? O usuário paga pedágio e a concessionária tem o dever de atuar, não ignorar o problema.

JOSÉ EDUARDO P. DE OLIVEIRA / SÃO PAULO

A Assessoria da Concessionária CCR ViaOeste informa desconhecer a procedência do material, criminosamente depositado no local, que fica no limite da faixa de domínio sob concessão da CCR ViaOeste e a área da Estação Metropolitana de Águas e Energia. Quando foram identificados depósitos de material na faixa de domínio da concessionária, a ViaOeste elaborou B.O. na Polícia Ambiental de São Paulo, retirou o entulho e deu destinação ao aterro ambiental devidamente licenciado. O monitoramento da área foi intensificado com o objetivo de coibir esse tipo de ação criminosa.

O leitor diz: Não me convenci de que a ViaOeste está empenhada em resolver o problema.

Esclarecimento: Em relação à carta da leitora sra. Vanessa Weitman, publicada em 30/10, em que ela reclama sobre a mudança da fórmula do leite entregue pelo Estado para crianças com necessidades nutricionais especiais, ao contrário do que foi publicado, a Secretaria de Estado da Saúde enviou a resposta no dia 25/10. Ela alega que: "A fórmula especial comprada emergencialmente e distribuída às crianças com alergia à proteína do leite de vaca no Estado de São Paulo atende a todas as especificações técnicas do protocolo clínico para dispensação de fórmulas infantis da pasta. O efeito terapêutico é o mesmo do produto anterior. Esta secretaria não pode comprar medicamentos de determinada marca ou fornecedor, a não ser que o produto seja fabricado apenas por um laboratório. Havendo concorrentes que estejam dentro das especificações técnicas, ganha quem oferecer o menor preço. Portanto, não houve interrupção do programa, como afirma a leitora."

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