São Paulo reclama

TRANSPORTE PÚBLICO

, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2010 | 00h00

Não há integração

Em 3/10, saindo da Avenida Paulista em direção à Estação Bresser-Mooca, tive a comprovação de que nosso sistema de transporte público acha que é capaz de vencer as barreiras físicas da velocidade. Embarquei na Estação Consolação, às 23h45, e desembarquei em meu destino, às 0h10. Percebendo que os ônibus saíam sem permitirem o embarque dos passageiros, fui informado de que as partidas de ônibus cessaram à 0h05. Isso vai contra todas as leis da cinemática física, pois nem mesmo um trem-bala seria capaz de transportar seus passageiros de um extremo a outro da cidade num intervalo de tempo inferior a 5 minutos, para que eles pudessem usufruir do benefício da baldeação. Que sistema integrado de transporte é esse? Qual seria a justificativa das empresas de ônibus para essa total falta de consideração: o número reduzido de passageiros versus os "custos de uma viagem"? Se esse é o motivo, por que, então, nos horários de pico podemos ver ônibus lotados de passageiros, transportados em situação indigna, em vez de um número maior de carros das empresas que atendam à demanda? Desafio todos os governantes e os responsáveis pela administração do transporte urbano a cumprir os seus compromissos dependendo, única e exclusivamente, dos meios de transporte público urbano disponíveis: ônibus, lotações, trens e metrô por uma semana.

ANDRÉ LUIZ VIANA / SÃO PAULO

A SPTrans não respondeu.

O leitor lamenta: Nenhuma providência foi tomada em relação a essa situação.

CORTE DE ÁRVORES

Reforma não prevê verde

Em 24/9, a coluna publicou a reclamação da leitora sra. Sônia Hutterer Teixeira sobre o corte de árvores em véspera de feriado, na Chácara Santo Antônio.

Aqui, no Brooklin, está para acontecer algo muito pior. Na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Dr. José Dias da Silveira, na Rua Roque Petrella, uma reforma prevê a derrubada de mais de 60 árvores. O bosque da escola é lindo: tem família de saguis, árvores enormes (identificadas com placas) e é onde as crianças brincam, fazem piqueniques e jogam bola. Há brinquedos infantis que estão com os dias contados. Acredito que, na região, é o maior espaço verde disponível e, por ser de uma escola municipal, deveria ser preservado. Uma empreiteira já marcou algumas árvores. Será que estão esperando um feriado prolongado ou as férias escolares para derrubá-las? A Prefeitura deveria fazer um projeto diferente para o local.

CAIO LEITÃO / SÃO PAULO

A Secretaria do Verde e Meio Ambiente não respondeu.

RECURSO DE MULTA

Decisão controversa

Recebi duas multas por dirigir e falar ao celular. Para minha surpresa, elas foram aplicadas pelo mesmo agente, no mesmo dia e horário (às 15h12 do dia 29/6). Porém, em dois lugares diferentes, distantes entre eles aproximadamente 4 quilômetros. Nesse dia, saí com o carro só às 7 horas para levar meu filho à escola e, às 13 horas, para buscá-lo. Entrei com recurso, com a conta do celular anexa, e argumentei que o veículo não poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo. Mas meus argumentos foram ignorados e a multa foi cobrada.

MÔNICA ZAMBONI / ATIBAIA

O DER não respondeu.

A leitora comenta: Eles cancelaram uma das multas e mantiveram a "infração" de dirigir e falar ao telefone celular. Para

esse órgão, não importa se a multa está correta ou não, mas se alguém vai pagar por ela.

LIXO NA RUA

Problema social?

Há pelo menos 8 anos um terreno na Rua Barão de Rezende, no Ipiranga, foi invadido. Outro problema é que foi feito um ferro-velho clandestino. Carroceiros reciclam lixo, carros e plásticos no meio da rua, invadindo as calçadas de todo o quarteirão. Quando ligamos para o 156 reclamando, eles demoram 1 mês para mandar um caminhão para fazer a limpeza. Já quando reclamamos na Subprefeitura Ipiranga, eles dão um número de protocolo e demoram 2 meses para retirar o lixo. Os subprefeitos dizem que é um problema social. Ora, problema social é a invasão, mas não lixo jogado na rua.

GUMERSINDO TREVISAN / SÃO PAULO

O Limpurb não respondeu.

O leitor relata: Esta semana limparam as ruas em volta. Mas a situação só piora.

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