São Paulo Reclama

SETE (LONGOS) MESES DE PROBLEMAS COM A NET

, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2010 | 00h00

Prejuízos constantes

Gostaria de tornar público meu problema com a NET. Desde que mudei de endereço, em março, tenho problemas com a fatura: mudança no número de contrato, cobrança separada do NET Fone, cobranças indevidas de multas de números que não são meus. Desde então reclamo na central de atendimento e sempre ouço a resposta de que na próxima conta tudo estará acertado. E nada muda. Neste mês, reclamei na Ouvidoria e a NET enviou dois técnicos, mas de nada adiantou. Estou sem duas linhas desde o dia 1.º/10. Reclamei na Anatel, em vão. Faço quimioterapia e semanalmente me comunico com o médico pela internet. É desumano para uma pessoa que já passa pelo estresse da doença, dar-se ao luxo de ficar sem telefone. No dia 13/10 liguei novamente na Anatel, que a partir de agora receberá reclamações minhas a cada 24 horas. Liguei também para a Ouvidoria da NET, que ficou de me retornar em 24 horas. Pedi que só me ligasse se fosse com a solução! Quero meus telefones conectados e meu cadastro acertado, recebendo uma única fatura pelos 3 produtos. Não tenho condições para usar exclusivamente o celular, como tenho feito desde o começo de outubro. A NET pagará pelo meu prejuízo?

SUZANA PADOVAN / SÃO PAULO

A NET informa que entrou em contato com a cliente e resolveu a questão.

A leitora nega: Só considerarei a questão resolvida quando chegar minha próxima fatura corretamente e meu telefone funcionar por mais de 24 horas sem defeito, fato que ainda não ocorreu.

TRANSTORNOS COM OBRA

Moradia sem segurança

Moro na Rua Dráusio, no Butantã, desde o ano de 1980. Há aproximadamente 5 anos, a Companhia do Metrô começou a construir o trecho Butantã-Vila Sonia. Já na primeira fase de explosões, durante a construção do túnel, minha casa começou a apresentar várias rachaduras. É uma casa antiga e sem fundações. As empresas encarregadas dos reparos fizeram apenas os primeiros consertos. O quarto do meu filho teve de ser interditado e várias partes da casa foram escoradas, por causa do risco de desabar. Em 2007, o Consórcio Via Amarela emitiu um documento, assinado por um representante legal, no qual reconhece haver problemas decorrentes das obras. Ao longo dos últimos 3 anos temos buscado um acordo para definir a conduta a ser seguida. Dois anos atrás contratamos uma empresa construtora para fazer um levantamento dos danos e dos custos envolvidos para reformar a casa, de forma a termos as mesmas condições de moradia de antes. A empresa emitiu um laudo que declara haver danos significativos. A partir desse laudo, nossa família optou por uma indenização para poder fazer a reforma por nossa conta. O estado da casa é precário, mas nenhum dos vários peritos que passaram por aqui deu uma posição clara. O pior é que a cada perito a história se reinicia, pois nenhum chega com conhecimento da situação. O que buscamos é uma definição. O importante é sair dessa situação, assegurando a segurança de minha família.

CLAUDIA BEATRIZ OTERO / SÃO PAULO

O Consórcio Via Amarela informa que atendeu a interessada por meio dos departamentos Jurídico e de Relações Públicas. A situação declarada pela leitora foi analisada e a conclusão do atendimento se deu no dia 18/10, quando foi realizada uma reunião dos representantes do Consórcio com a sra. Claudia e se chegou a um acordo indenizatório. O Consórcio Via Amarela lamenta pelos transtornos causados e reitera que a construção da obra trará grandes benefícios e valorização da região.

DIREITO DO IDOSO

Não ficar na fila ao votar

Quando fui votar no primeiro turno, encontrei uma longa fila no corredor do Colégio Palmares, no Alto de Pinheiros. À minha frente, um rapaz em voz baixa confidenciou: "Não quero perguntar sua idade, mas tenho a impressão de que o senhor tem preferência e não precisa ficar na fila." Naturalmente, deduziu isso ao olhar para meus cabelos brancos. Votei e, em um minuto, cumpri meu dever cívico (tenho mais de 70 anos). A Justiça Eleitoral não poderia determinar que as unidades eleitorais coloquem uma cartolina (para não dizer o mínimo) nos corredores indicando a preferência dos idosos na votação? Custaria tão pouco! A tecla do computador rapidamente enviaria a todo o Brasil a determinação e o benefício seria imediato e festejado por muitos (quando não, meus colegas deixariam de lamentar que não usufruíram do mencionado privilégio por falta de aviso!). Fica aqui minha sugestão.

JOSÉ C. S. HUNGRIA / SÃO PAULO

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