São Paulo Reclama

LIMPEZA URBANA

, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2010 | 00h00

Falta de educação

O despejo de lixo na Rua Chile com a Avenida 9 de Julho, no Jardim América, ao lado do número 20, casa e escritório de um político, é a maior prova de crise ou falta de civilidade que domina a cidade. Responsabilizar apenas os serviços terceirizados de varrição e coleta sobre a questão da limpeza pública seria uma leviandade. Há pouco tempo, a quantia de recursos destinada à limpeza foi reduzida. Onde está a propalada informatização do serviço de fiscalização da Prefeitura? Sobre o feio hábito de emporcalhar a cidade, iniciar uma discussão considerando crime inafiançável para quem for pego despejando entulho em vias públicas será o caminho natural.

DEVANIR AMÂNCIO / SÃO PAULO

A Assessoria de Imprensa da Subprefeitura de Pinheiros informa que o proprietário do imóvel citado foi notificado a realizar a limpeza do local. No dia 3/10, após as eleições, foi realizado um mutirão de limpeza na cidade, que recolheu mais de 170 toneladas de material de campanha, como cartazes, folhetos e santinhos. Esse trabalho foi intensificado para evitar que o lixo fosse parar nos bueiros e sistema de drenagem da cidade. Esclarece ainda que os recursos destinados à limpeza não foram reduzidos e que, com a nova legislação, que multa em R$ 12 mil quem for flagrado descartando entulho irregularmente em vias públicas, a administração ganhou mais uma arma para combater esse crime. Pede que a população contribua com a Prefeitura, não descartando lixo e entulho nas vias públicas, respeitando dias e horários de coleta e efetuando denúncias pelo 156.

O leitor denuncia: O entulho foi removido, mas um sofá que registrei em foto no dia 27/9 continua lá.

CURSO CARO

O difícil é cancelar

Fiz matrícula na escola de inglês Wise Up, em 29/6. Iniciei o curso em julho e paguei uma parcela de R$ 420. Nos meses de agosto e setembro, paguei duas parcelas de R$ 336. Em 30/9 cancelei o curso por causa da mudança de cidade por motivos profissionais. Para cancelar, fui obrigado a pagar as parcelas de 5/10 e 5/11 no valor de R$ 336 cada uma. Cursei 3 meses, porém paguei 6. Outro problema é em relação ao material didático. Solicitei a devolução, recusada pela escola, sendo obrigado a ficar com o material e a pagar mais 3 parcelas de R$ 499,80. Somando toda essa cobrança, em 3 meses de curso desembolsei R$ 3.264. Solicito a devolução das cobranças indevidas, bem como a aceitação da devolução do material didático e cancelamento dos 3 pagamentos de R$ 449,80.

ALEXANDRE JOSÉ RAMOS / SÃO PAULO

A Wise Up informa que as partes chegaram a um acordo e os inconvenientes narrados pelo cliente foram esclarecidos. A rede

aproveita o espaço para ratificar ao cliente pedido de desculpas pelo transtorno.

O leitor relata: Um funcionário da Wise Up ligou propondo um acordo. Pediu o pagamento de R$ 388, referentes a um livro e disse que a empresa aceitaria hoje a devolução do material didático completo e me devolveria 3 cheques de R$ 499,80, em 10 dias. Não entendi esse valor, já que R$ 388, proporcionalmente, corresponde a quase 1/3 do material didático completo. Para evitar maiores transtornos, aceitei o acordo e espero que a empresa o honre. Infelizmente, a Wise Up parece tentar tirar o máximo possível do aluno no cancelamento e, se ele reclamar, vai sugerindo acordos tentando preservar o máximo possível dos valores. Prática condenável!

DESCASO COM A SAÚDE

Repasse adiado?

Solidarizando-me com a dor da leitora sra. Renira Appa Cirelli (7/10), venho escrever sobre o descaso com que pacientes vêm sendo tratados nas Farmácias de Alto Custo. Esses enfrentam todo o tipo de desconforto para serem atendidos. Há 11 anos retiro medicação para o meu filho, que possui um rim transplantado. Ele precisa tomar dois imunossupressores para evitar a rejeição do órgão. Em outubro, fui avisada de que a farmácia não tinha nenhum deles e os responsáveis pela entrega não sabiam responder o motivo da falta nem quando os entregariam. A crescente demanda dos medicamentos por brasileiros cumpridores de seus deveres não encontra contrapartida no Ministério da Saúde, responsável pelo repasse. É inadmissível a falta de uma medicação que evita que as pessoas percam seus órgãos transplantados. Muitos percorreram um caminho doloroso por um órgão que salvaria suas vidas. Não é possível esperar, é inconcebível faltar, seja qual for o motivo faz-se necessário o repasse mensal dessa medicação e de tantas outras.

ROSANA PEREIRA DE QUEIROZ / PIRACICABA

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