São Paulo reclama

TERMINAL BANDEIRA

, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2010 | 00h00

Promessa de melhoria

O problema é recorrente e parece ser normal à administração municipal. Há um mês uma das escadas rolantes do Terminal Bandeira, que dá acesso ao Metrô Anhangabaú, está quebrada. Esse equipamento essencial se transformou em mais uma obra do descaso com a população, pois vem dificultando a vida de milhares de pessoas. No dia 13/9, se não fosse um usuário tirar foto, um cadeirante teria sido transportado pelos braços de gente solidária, como é de praxe, quando as escadas rolantes quebram. Depois que o autor das fotos foi expulso do local pelos agentes de segurança do terminal, a escada foi ligada no sentido contrário, levando o cadeirante ao piso térreo, o que gerou reclamação por parte de outros usuários. Outra senhora, de 72 anos, disse que estava acostumada com o sobe e desce das escadas comuns e confiou na força de sua bengala. Um cobrador de ônibus comentou: "Isso aqui está mais do que abandonado, pior do que o Terminal Santo Amaro." Não se trata de um enorme desrespeito aos usuários, principalmente gestantes, idosos e deficientes físicos, deixar uma escada rolante quebrada por tanto tempo?

DEVANIR AMÂNCIO / SÃO PAULO

A SPTrans diz que lamenta os transtornos causados aos usuários

do Terminal Bandeira e informa que todas as escadas rolantes desse terminal serão trocadas por escadas mais modernas. Informa que, durante o processo, as escadas serão interrompidas, intercaladamente, para a realização do serviço e os funcionários da SPTrans e da Socicam estarão perto das escadas para auxiliar as pessoas com dificuldades. A SPTrans esclarece que dará prioridade para que o equipamento volte a funcionar o mais breve possível.

BLOQUEIO DE CALÇADA

Pedestres prejudicados

O ponto de ônibus que fica na entrada do Conjunto Nacional, na Rua Augusta, quase na esquina com a Avenida Paulista, está completamente bloqueado pelos vasos de flores que a administração do condomínio colocou no local, como justificativa para evitar que os carros fortes subam na calçada, afundando-a, por causa do peso, no momento de abastecer os bancos. Mas quem está sendo prejudicado são os passageiros dos ônibus e, claro, os pedestres, pois os vasos bloqueiam a passagem. Basta observar por 5 minutos para ver a dificuldade de quem quer embarcar ou desembarcar do ônibus. E os idosos são os mais prejudicados, pois são empurrados tanto para subir como para descer. Eu reclamei com a administração do Conjunto Nacional, que se limitou a me enviar um e-mail justificando o impedimento. Será que a Prefeitura poderia liberar o local?

JOSÉ ABDALA / SÃO PAULO

A Assessoria de Imprensa da Subprefeitura Pinheiros informa que o proprietário do imóvel será notificado e terá de remover os objetos da calçada. Caso o prazo estipulado para a remoção não seja respeitado, o proprietário poderá ser multado.

MUDANÇA COM SHOPPING

Rua agora movimentada

Moro na Rua Inocêncio Nogueira, que possui 6 metros de largura e é sinuosa. Antes ela era pacata e não tinha saída para a Marginal do Pinheiros, pois era fechada pela CET. Desde a inauguração do Shopping Cidade Jardim e do início da construção de torres comerciais no local, a Rua Joapé (continuação da Inocêncio Nogueira) e a própria Inocêncio viraram anexos dos empreendimentos. Por causa da largura da rua, a CET colocou placas de proibido estacionar num de seus lados (depois de muita luta) e só é possível chegar em nossas residências após as 21 horas, pois o espaço agora pertence aos funcionários dos estabelecimentos comerciais. Foi aberta ainda uma saída do estacionamento para os funcionários do shopping para a Rua Joapé, mas isso é ilegal, pois o local oficial indicado de saída do estacionamento é a marginal. Além disso, há vans que transportam funcionários do shopping e param irregularmente nas ruas, aumentando ainda mais o transtorno. Os trabalhadores ainda usam a via para trocar de roupa, jogar lixo, etc. O shopping nunca se preocupou com os moradores, desrespeitando-nos dia após dia e não resolvendo os problemas que surgiram desde a construção do edifício.

CLAUDIO COPPOLA DI TODARO / SÃO PAULO

Adele Nabhan, do Departamento de Imprensa da CET, informa que a Rua Inocêncio Nogueira é periodicamente fiscalizada, de forma que desde o início de 2010 foram autuados 110 veículos somente na quadra em questão. Quanto às demais solicitações, a CET sugere ao leitor que as encaminhe à Subprefeitura do Butantã, para fiscalização e providências cabíveis.

O leitor lamenta: O problema continua.

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