São Paulo reclama

CARTÃO CLONADO

, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2010 | 00h00

Estorno e solução difíceis

Há cerca de 4 anos uso o Cartão Ipiranga, com uma média mensal de gastos de R$ 300 com combustível. Como em 12/7 recebi o extrato com o valor de R$ 1.548,25, entrei em contato com o SAC e descobri que meu cartão havia sido clonado. Informaram que eu deveria pagar a fatura e os valores seriam estornados. Pedi outra fatura com os valores corretos. O cartão foi bloqueado e pedi outro com limite máximo de R$ 400. Mas chegou com limite de R$ 2 mil e nada da fatura com o valor correto. Falavam que já havia sido enviada e fui acumulando números de protocolos. Em 25/7 recebi cobrança do Banco Itaucard de R$ 1.548,02 e, depois, carta ameaçando enviar o meu nome ao SPC e Serasa, se não a pagasse até o dia 3/8. Detalhe: eu recebi a correspondência em 5/8. No dia 12/8 recebi fatura de R$ 442,43, quando o correto era R$ 331,75, pois a diferença eram os juros e multas. Paguei os R$ 331,75 no dia 16/8 e, no dia seguinte, recebi carta do Serasa mencionando que meu nome fora incluído como devedor da Fininvest S.A. referente à fatura de R$ 442,43. Mas essa fatura veio com o número do novo cartão que eu nem desbloqueara.

LOURIVAL ROSSI / SÃO PAULO

A Ouvidoria Corporativa Itaú Unibanco informa que entrou em contato com o leitor em 22/9, esclarecendo a questão. As despesas mencionadas como desconhecidas foram regularizadas, assim como o estorno dos encargos gerados. Ressalta a inexistência de qualquer apontamento no SPC e Serasa referente a esta instituição. Conforme solicitado, o limite do atual cartão do leitor é de R$ 400.

O leitor diz: Só tive sucesso após a intervenção do jornal.

ALIMENTO EM FALTA

Problema com licitação

Meu nome é Tatiana e tenho um filho de 1 ano de idade que tem alergia a leite e, por isso, precisa tomar um leite especial, que custa muito caro. O governo fornece, pelo menos deveria fornecer, o tal leite de vaca, que se chama Neocate, mas a informação que tive é de que a importadora faliu, por isso não está sendo mais distribuído. E agora? Meu filho usa mais ou menos umas 10 latas desse leite por mês, por que ele já come, e os outros que só mamam, como ficam? Não sei o que fazer, a pediatra sugeriu que eu entrasse com novo processo pedindo outro leite na farmácia de minha cidade, mas o processo levaria 60 dias para ser concluído e só depois seria enviado o alimento novo, o que faço até lá? Se alguém puder dar uma informação que ajude, agradeço.

TATIANA G. PANSONATO / SÃO PAULO

Meu filho de 5 meses tem alergia à proteína do leite e está cadastrado no programa do governo para receber uma fórmula especial, de alto custo, chamada Neocate. Fui ao ambulatório Maria Zélia no dia estipulado para buscar o alimento, mas recebi outro produto em quantidade menor do que a necessária para 1 mês. O governo alega que está em processo de licitação a compra do Neocate e durante esse período está sendo distribuído em quantidade racionada um substituto. O problema é que meu filho não está aceitando o sabor do substituto. Mandei e-mails para a ouvidoria do governo e para o ambulatório, e não recebi resposta. Como o governo deixa faltar um produto que é a única fonte de alimentação de crianças em condição especial?

CRISTINA FARJALLAT / SÃO PAULO

A Secretaria de Estado da Saúde esclarece que a fórmula especial comprada emergencialmente e distribuída às crianças com alergia à proteína do leite de vaca no Estado de São Paulo atende a todas as especificações técnicas do protocolo clínico e o efeito terapêutico é o mesmo. Esta Secretaria não pode, por lei, comprar medicamentos de determinada marca ou fornecedor a não ser que o produto seja fabricado apenas por um laboratório. A Secretaria, por intermédio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), recorreu à Justiça contra decisões que impedem a conclusão de processo de licitação para comprar e distribuir gratuitamente uma fórmula especial.Há quase 2 meses a Pasta tenta adquirir o produto, que é importado, mas não obteve êxito em razão da acirrada disputa entre duas empresas fornecedoras do medicamento, que se vêm utilizando do Poder Judiciário para impedir que a compra se efetive. A falta pontual do medicamento foi ocasionada pela interrupção da entrega pelo fornecedor anterior, que faliu. Desde então a Secretaria tenta obter o produto, sem sucesso.

A leitora sra. Cristina alerta: O problema não foi solucionado. O governo distribuiu só o equivalente a 10 dias de consumo. Para receber os outros 20 dias do produto, teria de fazê-lo em setembro, senão perco o direito à cota. Mas não há previsão de entrega. Minha próxima cota é só para o dia 18/10.

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