São Paulo reclama

DESRESPEITO AOS PEDESTRES

, O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2010 | 00h00

Sem passagem na calçada

Desde o dia 18/8, uma loja importadora de vinhos na Rua Bela Cintra, nos Jardins, está fazendo uma grande obra na sua calçada. Até aí nada demais, pois, por lei, os estabelecimentos comerciais e residenciais são responsáveis pela preservação e limpeza de suas calçadas e, a princípio, a obra deve melhorar o passeio. Porém, nesse quase um mês de reforma, os responsáveis não colocaram uma passagem para os pedestres que caminham pela região. Quase todos os dias, uma amiga que tem um filho pequeno, anda pelo local. Para conseguir trafegar com o carrinho de bebê, ela tem de tirar a sinalização que circunda a obra e passar pelo meio do cimento. Um dia, o carrinho atolou. Ela não tem outra opção, pois os carros transitam em alta velocidade nessa rua. Minha amiga já informou o problema aos vendedores da loja, mas nada foi feito. Desde o dia 20/8, ela liga para o 156 da Prefeitura e já acumulou 6 números de protocolo. A única informação obtida é de que a Prefeitura tem 40 dias para verificar a denúncia. O que ocorre enquanto isso? Esse estabelecimento continuará desrespeitando os cidadãos de São Paulo e fingindo não ver o problema que está causando?

CLAUDIA REIS / SÃO PAULO

A Subprefeitura de Pinheiros informa que fez uma vistoria em 14/9 e constatou que o estabelecimento mencionado havia providenciado uma passagem para a circulação de pedestres. No entanto, ressalta, o local receberá vistorias rotineiras para assegurar que pedestres tenham acesso no local.

A leitora comenta: A obra terminou sem que eles tivessem providenciado a

passagem para pedestres.

FALTAM PROFESSORES

Salas lotadas

Gostaria de obter esclarecimentos a respeito da falta de professores na creche do CEI do Butantã. Alguns deles recentemente tiveram de se afastar, não sei bem o motivo, mas as ausências não foram supridas pela coordenadoria de educação daquela unidade. A falta de educadores substitutos na creche está impondo sobrecarga de trabalho. As salas estão superlotadas de crianças de diferentes idades. Existem salas em que a professora é obrigada a dar conta sozinha de mais de 20 crianças (mais que o dobro do número recomendado pelo MEC) e ainda com jornada de dois turnos, pois faltam substitutos. Além disso, já faz algum tempo que a creche CEI Butantã não conta com uma coordenadora. Essa realidade prejudica o desenvolvimento pedagógico e o aprendizado. Creche não é depósito de crianças!

PAULO HENRIQUE NASCIMENTO/ SÃO PAULO

A Diretoria Regional de Educação do Butantã informa que o CEI Butantã tem 26 agrupamentos de crianças em período integral, comportando em seu módulo 60 professores. Desse total, 11 estão afastados, sendo 8 em licenças médicas, 2 readaptados e 1 para a função de coordenador pedagógico. Para garantir a qualidade de ensino e atendimento das crianças, a Diretoria Regional de Educação do Butantã autorizou contratações emergenciais de docentes enquanto aguarda, para 27/9, o início da chamada de novos professores concursados.

RODÍZIO E CADEIRINHAS

Problema sem solução

Já escrevi para a CET pelo menos 4 vezes e não obtive resposta. Gostaria de saber como procedo em dias de rodízio com a nova lei das cadeirinhas, já que tenho 3 filhos com menos de 7 anos. Não posso pegar carona, afinal, ninguém tem lugar no carro para mais 3 cadeirinhas! Também não creio que táxi seja a melhor opção, pois, além de não ter essa proteção para as crianças, sairia muito caro! Sugiro que haja liberação do rodízio. Isso poderia ser feito com o envio das certidões de nascimento para a CET.

RENEE BIRBOJM / SÃO PAULO

Adele Nabhan, do Departamento de Imprensa da CET, esclarece que a obrigatoriedade do uso

de cadeirinhas se trata de regulamentação federal estabelecida pela Resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito, cabendo à autoridade municipal de trânsito apenas sua fiscalização.

RUAS NO ESCURO

Falta de manutenção

Já faz vários meses que a Rua José Vicente Cavalheiro se encontra quase às escuras, principalmente no quarteirão entre as Ruas Américo Brasiliense e Alexandre Dumas, trazendo perigo aos moradores e carros que por ali transitam.

CARLOS ROBERTO PIANOSI / SÃO PAULO

O Departamento de Iluminação Pública (Ilume) não respondeu.

O leitor informa: O problema continua.

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