São Paulo Reclama

MÉDICO É IMPEDIDO DE PRESTAR SOCORRO A PILOTO

, O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2010 | 00h00

Perigo no ar

No dia 7/9 peguei o voo de Ribeirão Preto ao Recife, pela Cia. Passaredo. Quando faltavam cerca de 30 minutos para a chegada, ouvi a aeromoça se comunicar com o Aeroporto do Recife para informar que o piloto passara mal e tinha desmaiado. Segundo ela, ele já se sentia melhor, mas desejava que um médico fosse avisado para recebê-lo no aeroporto. Identifiquei-me como médico à comissária e me prontifiquei a ajudá-los. Mas uma outra comissária me fez parar, perguntou se eu era médico e se estava com o CRM. Disse que sim, mas que não andava com a carteira do CRM no bolso! Ela respondeu que não poderia abrir a caixa de socorros, já que eu não estava com meus documentos. Preferi não discutir, pois percebi que o piloto estava melhor, mas, e se ele tivesse tido um quadro mais grave? Ele ficou sem atendimento médico por mais de 20 minutos enquanto aterrissávamos. E se fosse uma hipoglicemia, coisa que eu resolveria facilmente naquele momento? E se fosse uma arritmia cardíaca? De onde veio essa norma? Será da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)? Ou será da Passaredo? Nunca ouviram falar em urgência médica?

LUIZ EDUARDO C. MIRANDA, professor adjunto de cirurgia geral da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco / RECIFE

A Assessoria de Imprensa da Anac informa que o kit de primeiros socorros da aeronave é lacrado e pode ser aberto em situações de emergência. A cada vez que isso é feito, tem de ser documentada uma justificativa. Explica que os regulamentos da Anac não exigem que médicos a bordo da aeronave apresentem identificação do

Conselho Regional de Medicina (CRM), mas as companhias aéreas podem ter normas complementares.

SINALIZAÇÃO PRECÁRIA

Contribuinte paga a conta

No dia 30/7 minha esposa e eu fomos vítimas de assalto nas imediações do túnel da Vila Zilda. Posso afirmar com convicção que: o assalto só ocorreu graças à omissão da prefeitura do Guarujá, que não sinaliza na Rodovia Cônego Domênico Rangoni um alerta da interdição desse túnel. Na hora do crime, não havia nenhum policial na base da Polícia Militar (PM) na Vila Zilda, a 200 metros do local. Tivemos de esperar duas horas para registrar o Boletim de Ocorrência na Delegacia do Guarujá, onde fomos muito bem atendidos por policiais militares e civis.

MÁRCIO CAMARGO F. DA SILVA / SÃO PAULO

A Diretoria de Imprensa da prefeitura do Guarujá informa que a prefeitura não possui autorização para instalar sinalização na Rodovia Estadual Cônego Domênico Rangoni, que está sob concessão da Ecovias. Reitera que foram feitos vários pedidos para que a sinalização fosse instalada, sem sucesso. Esclarece que a atual prefeita já cobrou mais agentes da PM à Secretaria Estadual da Segurança Pública já que, além do baixo número de PMs na cidade, estes agora são destinados a realizar escoltas de presos oriundos de cidades vizinhas. Diz ainda que a Delegacia-sede do Guarujá não têm funcionários suficientes para atender a população.

A Ecovias esclarece que a instalação da placa de sinalização não é de sua responsabilidade. Em resposta a uma correspondência sobre o assunto, enviada pela Associação Comercial e Empresarial de Guarujá (Aceg), a Ecovias se prontificou a, em conjunto com a Aceg, estudar o melhor local para fixação dessa placa, mas a implantação ficará a cargo da associação.

O leitor responde: A alça de acesso da Rodovia Cônego Domênico Rangoni para a região da Praia da Enseada está situada dentro da circunscrição administrativa da prefeitura do Guarujá. Após a alça de acesso, o turista desavisado ainda percorre 2 km pela Vereador Lydio Martins Correa, também sob a circunscrição da prefeitura, até se dar conta da interdição do túnel. Como não há sinalização de retorno, a vítima acaba entrando nos becos da Vila Zilda, sem saída, onde os bandidos se aproveitam para agir. É revoltante constatar que a prefeitura do Guarujá continuará a se omitir enquanto não houver um latrocínio.

Esclarecimento: Em resposta ao leitor sr. Devanir Amâncio (Parque Abandonado-Urubus no Ibirapuera, 10/9), o secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, informa que em 2007 e 2008 a Prefeitura e a Sabesp localizaram 47 pontos de lançamentos de esgotos no Córrego do Sapateiro, formador dos lagos do Parque Ibirapuera, e todos foram sanados. Agora a Prefeitura contratou a Sabesp, que vai iniciar o trabalho de retirada do lodo acumulado nestes últimos 50 anos. Esclarece que os urubus fazem parte da fauna brasileira protegida e, como São Paulo não tem lixões, eles procuram sobreviver de outras formas. No parque, disputam a alimentação fornecida às aves aquáticas e se aproveitam de peixes que morrem no lago. Todas as obras feitas no parque (Planetário, Escola de Astrofísica, recuperação da Oca, entre outras) são por licitação.

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