São Paulo reclama

Inspeção demorada

, O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2010 | 00h00

Moro ao lado de uma casa que abriga cerca de 20 cães (Rua Major Freire, 282, São Judas). Todos eles mal alimentados e em condições precárias, pois a casa está caindo aos pedaços e possui um quintal imundo, cheio de lixo, com poças de lama e fossa estourada. Pior que a condição dos cães é a condição das crianças que passam o dia na creche ao lado. Elas têm de conviver com o mau cheiro, barulho, ratos e mosquitos. Reclamo para a Prefeitura faz muito tempo e desde janeiro coleciono inúmeros protocolos, solicitando que responsáveis venham avaliar as condições de higiene dos animais, da casa, das crianças da creche e dos demais vizinhos que convivem com o barulho e mau cheiro. Como nada foi feito, liguei para a Ouvidoria da Prefeitura. Após 5 meses sem resposta, a própria Prefeitura decidiu me dar outro número de protocolo, porque o que eu tinha já era muito antigo.

CELSO LUIZ ALCÂNTARA / SÃO PAULO

Em relação à reclamação do sr. Alcântara, a Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) informa que foram realizadas tentativas de vistoria na residência reclamada, sem sucesso, pois o imóvel está sempre fechado e sem a presença do responsável. A Covisa esclarece que enviou, pelos Correios, notificação ao proprietário, com agendamento de inspeção. O não cumprimento da notificação incorrerá em medidas preconizadas pelo Código Sanitário do Município de São Paulo, que prevê desde ações intervencionistas diversas até multas que podem variar de R$ 100 a R$ 500 mil, dependendo da avaliação de risco identificado no local.

O leitor diz: O problema continua. Nada foi feito.

REAL PARQUE

Insegurança e trânsito

Sou morador do Real Parque e gostaria de comentar a queixa publicada neste espaço (Perigo no Real Parque. Assaltos viraram rotina, 7/9). É lamentável ler a resposta de um órgão competente dizendo que está tudo bem e que é feito patrulhamento no bairro. Como disse a leitora, o Real Parque está largado e abandonado à boa vontade de ladrões que fazem o que bem entendem e quando querem. Não há patrulhas, e as que existem têm policiais sem preparo físico e sem vontade. Sobre a responsabilidade da população em participar dos Conselhos Gerais da Comunidade, respondo que não tenho tempo nem obrigação de frequentá-los. Cumpro meus deveres como cidadão, pagando impostos em dia e exijo o respeito das autoridades em relação às necessidades da população. Sugiro que os moradores e comerciantes do bairro entrem na Justiça contra os órgãos responsáveis todas as vezes que seus direitos não forem respeitados. Desde assaltos até ruas esburacadas que quebram os nossos carros. Quem sabe os responsáveis aprendam a fazer o que devem.

LUIZ GUSTAVO / SÃO PAULO

Para atravessar a Avenida

Morumbi e entrar na Rua Nelson Hungria, em direção ao Real Parque, só era preciso fazer o contorno de um quarteirão e atravessar a avenida num semáforo ali instalado, simples e fácil. Agora, a CET colocou placas de contramão, proibiu a

entrada à direita, tornando inviável esse acesso. A "engenharia" dessa companhia é de fazer inveja. Depois todos reclamam do trânsito de São Paulo,

pudera, com "colaborações" como essa!

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA / SÃO PAULO GUARAPIRANGA

Represa poluída

Estou indignada com o estado da Represa de Guarapiranga, a única opção de lazer aquático na cidade de São Paulo e fonte de abastecimento de água a milhares de residências da zona sul. O local está tomado de algas e plantas aquáticas. O visual é muito bonito: uma represa cheia de plantas boiando em razão do excesso de nutrientes vindos do esgoto despejado na região. As autoridades da maior cidade metropolitana do País deveriam cuidar muito bem de suas raras opções de lazer ao

ar livre.

MARIANA SISTER WHATELY / SÃO PAULO

A Sabesp não respondeu.

A leitora comenta: O problema continua. Nas semanas seguintes ao envio de minha reclamação ao jornal, a situação havia melhorado, porém ainda não foi solucionada. As algas continuam na represa. Um grupo de esportistas que frequentam a represa se tem mobilizado para afastar as algas das rampas de acesso à água e das raias onde ocorrem as regatas. Eles fazem um mutirão de botes e lanchas. Isso facilita a prática esportiva na represa, mas não soluciona o problema de poluição. As algas continuam

se reproduzindo.

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