São Paulo reclama

PERIGO NO REAL PARQUE

, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2010 | 00h00

Assaltos viraram rotina

Falta segurança aos moradores e donos de estabelecimentos comerciais do bairro Real Parque. Só em meados de agosto, dois salões de cabeleireiros, uma banca de jornal, duas drogarias e uma papelaria foram assaltadas. Já perdi a conta de quantas vezes a padaria foi roubada. O bairro parece estar abandonado por causa da falta de policiamento e os bandidos acham muito fácil assaltar as pessoas da região. A polícia é chamada com frequência, porém, quando os policiais chegam, os bandidos já foram embora. E, quando a polícia se vai, os marginais retornam. O bairro precisa de uma base policial permanente ou de rondas frequentes. Os moradores estão assustados e o comércio fecha mais cedo com medo dos bandidos. Peço que

a Polícia Militar (PM) não abandone o bairro do Real Parque, que é rodeado por três favelas. Precisamos de ajuda.

P.L.C. / SÃO PAULO

A PM esclarece que o policiamento do bairro Real Parque é realizado pelo 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, que realiza o patrulhamento de forma técnica e planejada na região. Explica que a criação de um posto policial obedece a critérios técnicos e que as rondas frequentes já existem no local, por meio de um cartão de prioridade de patrulhamento, que os policiais cumprem em várias ruas do bairro. Diz que uma ação importante é a participação da população nos Conselhos Gerais da Comunidade (Consegs) da área.

A leitora relata: Na semana passada, uma farmácia e uma lavanderia foram assaltadas. Os crimes ocorrem sempre no final da tarde. O bairro virou alvo fácil, pois os marginais sabem que a polícia aparece só de vez em quando.

CET

Questão ignorada

Moro na Rua Molière, na zona sul. Nos últimos anos, em razão de algumas alterações no trânsito da região, como a "abertura" da Rua Leme do Prado e a inauguração de uma escola, o trânsito fica caótico nos horários de maior movimento. A CET proibiu o estacionamento em uma parte da rua, onde há um colégio e um supermercado, mas essa regra é ignorada pelos clientes dos dois estabelecimentos. Nos últimos dias, soube que a escola abrirá outra unidade no local. Isso me causou uma certa inquietude, pois, mesmo com um segurança, muitos motoristas param em local proibido e cometem várias infrações. Essa rua tem pouco espaço e, por isso, deveria haver um maior bom senso em sua utilização. Gostaria de saber quais providências a CET irá tomar.

ANTÔNIO C. D. TEIXEIRA FILHO / SÃO PAULO

A CET informa que monitora

diariamente a região da Avenida Washington Luís, da qual a Rua Molière é travessa. Explica que as rotas operacionais executam revisões nos tempos semafóricos, removem obstáculos da via, orientam e fiscalizam o trânsito, garantindo a fluidez e a segurança.

O leitor contesta: É interessante como a CET ignorou a questão feita sobre o tráfego da Rua Molière, que está acima da sua capacidade e deve piorar com a abertura de uma nova unidade da escola. Não mencionei a Avenida Washington Luís.

LEI CIDADE LIMPA

Mudanças nas eleições

Os cavaletes e faixas com propaganda que ficam nas calçadas e canteiros centrais das Avenidas Domingos de Moraes, Indianópolis, Jabaquara, entre outras

- especialmente os próximos aos comitês políticos de alguns candidatos aos sábados e domingos - são permitidos pela Lei Cidade Limpa? Há alguma autorização especial para isso? Observo que diversos candidatos fazem esse tipo de campanha na zona sul da capital. Pesquisei e li a Lei Cidade Limpa e não vi nada autorizando essa prática (pelo menos no meu entendimento). Talvez exista alguma portaria ou decreto, que eu não sei, sobre o tema. Alguém poderia me explicar algo sobre o assunto?

DOMINGOS ALTOBELLO NETO / SÃO PAULO

A Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) responde que, segundo a legislação eleitoral, Lei 9.504/97, art. 37, § 4º: "É permitida a colocação de cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribuição de material de campanha e bandeiras ao longo das vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos. A mobilidade é caracterizada pela colocação e retirada da propaganda entre as 6 e 22 horas." Explica que, no período eleitoral, prevalece a Lei das Eleições (9.504/97). Diz ainda que os dispositivos de leis estaduais e municipais vigoram quando não entram em conflito com os da legislação federal. A propaganda irregular pode ser informada pelo sistema de denúncia online do TRE no endereço: www.tre-sp.jus.br.

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