São Paulo Reclama

SERVIÇO DE ATENDIMENTO ESPECIAL

, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2010 | 00h00

Dúvidas quanto ao perfil

Faço parte de uma entidade filantrópica que acolhe crianças. Há uma menina, de 3 anos, que sofre de paralisia cerebral, epilepsia e deficiência mental. Como a nossa entidade não possui carro, voluntários transportam-na até a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Ela não possui nenhuma deficiência física, mas tem o costume de bater no vidro do carro quando é transportada. Em 29/7 solicitamos o Serviço de Atendimento Especial (Atende) da SPTrans e, em 24/8, responderam que ela não apresenta o perfil para ser contemplada pelo serviço. Que perfil é esse? Avaliaram o seu relatório neurológico, que é bastante claro com relação às suas necessidades.

MARINA BOLIBIO / SÃO PAULO

A SPTrans esclarece que o Atende é destinado exclusivamente a pessoas com deficiência física e mobilidade altamente reduzida, associada ou não a outra deficiência, que não tenham condições de se locomover com autonomia nos demais meios de transporte coletivo. Explica que pessoas que apresentem doenças como insuficiência renal crônica, diabetes, câncer, aids, obesidade mórbida, bem como deficiências mentais, visuais e auditivas, se não estiverem associadas à deficiência motora com comprometimento severo da mobilidade, não são caracterizadas com o perfil previsto para usar o benefício, segundo a legislação e o regulamento do serviço. Diz que a ficha de avaliação médica da criança citada, preenchida por médico de escolha da solicitante, indica doença não caracterizada como deficiência física e que não necessita de cadeira de rodas, que é o caso do perfil dos usuários do Atende. Responde que a ficha de avaliação médica é preenchida por médico de livre escolha do pretendente do serviço, o que aumenta a avaliação do estado real do paciente.

CRÍTICAS DE UM CIDADÃO

Represas e enchentes

Quais as providências que a Sabesp está tomando para evitar um novo transbordamento

de suas represas, em especial as de Nazaré, Piracaia e Bragança Paulista? Elas estão com níveis elevados de água e precisam ser drenadas, apesar de estarmos numa época em que o tempo está seco. No início desse ano, a Sabesp disse que a causa das inundações foi o grande volume de chuvas. Muitas pessoas tiveram prejuízos e não foram indenizadas. Mas em nenhum momento houve discussão sobre a gestão equivocada realizada nos reservatórios.

ALEXANDRE RAGGIO / PIRACAIA

A Sabesp explica que a função primordial de uma represa é o armazenamento de água para garantir o abastecimento de milhões de pessoas, seja de energia elétrica ou de água. Esclarece que, apesar de ter um papel fundamental no controle das cheias, a decisão de descarregar a água armazenada precisa ser criteriosamente estudada. Só quando as chuvas se intensificam e o nível da represa ultrapassa o volume operacional é que há a necessidade de iniciar o procedimento de descarregamento. Esse processo não causa enchentes, mas evita inundações, porque o volume de água recebido pela represa é superior ao vazado, ajudando a reter a água. Acrescenta que a descarga controlada contribui para evitar uma enchente maior. Explica que, entre a represa e a cidade, há inúmeros afluentes e córregos que desembocam no rio, ou seja, há um volume de água muito maior, que é incontrolável. Esses fatores, aliados à ocupação de áreas de várzeas, ajudam a criar a enchente, e não a descarga de água da represa. Lembra que as chuvas ocorridas nos meses de dezembro e janeiro no Estado foram as maiores registradas em 70 anos da série histórica.

O leitor discorda: As afirmações da Sabesp estariam corretas, se não fossem os resultados práticos. É de sua responsabilidade manter limpas e com capacidade de vazão suficientes as calhas dos rios, a jusante de suas represas. Mas não é isso o que ocorre. Os "criteriosos estudos" mostram-se inadequados, quando ignoram os avisos dos serviços meteorológicos, ficando sem controle da vazão. Há negligência em promover as descargas em tempo hábil. Por que a Sabesp não vetou os projetos e as ocupações nas várzeas? Por que as águas das chuvas não são aproveitadas, retidas? Por que não se constroem

mais reservatórios?

VANDALISMO

Perigo na marginal

No dia 20/8, às 18h30, na Ponte da Casa Verde, na alça de acesso à Marginal do Tietê, em sentido à Rodovia Castelo Branco, garotos usando o uniforme

de uma escola estadual, aparentando uns 12 anos, atiravam pedras nos veículos que passavam por debaixo da ponte. A quem culpar? A falta de policiamento? A falta de educação desses estudantes? A Prefeitura pelo abandono das obras de melhoria da calçada na ponte? Ou ainda: a sociedade que a tudo assiste passivamente.

FERNANDO A. SANTOS / SÃO PAULO

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