São Paulo Reclama

DESCASO NA SAÚDE PÚBLICA

, O Estado de S.Paulo

03 Setembro 2010 | 00h00

Oito meses sem medicação

Minha mãe foi diagnosticada como portadora de uma doença autoimune. A médica que cuida dela prescreveu (internamente) um remédio que oferece grandes chances de recuperação, o Rituximab. Desde janeiro esperamos que ela receba esse medicamento, que é caro. Um médico do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, disse que ela pode ser tratada com Predinisona, que custa R$ 3. Entretanto, o efeito colateral desse remédio pode ser desastroso após seu uso prolongado. Como o Rituximab estava demorando para ser entregue, protocolei uma queixa no hospital. Esperei os 15 dias que os órgãos públicos têm para responder, mas não obtive resposta. Já faz 3 meses que aguardo um retorno. Minha mãe não está passando bem novamente. Ela já piorou e se recuperou três vezes nesse período. A Predinisona tem de ser reduzida e, quando isso ocorre, ela fica debilitada. Depois de ter sua hemoglobina restabelecida, uma médica a internou nesse hospital para que a medicação fosse solicitada. Porém, após uma semana de internação e em razão da baixa imunidade, contraiu herpes óssea. Até o momento ela está com dores e sem o medicamento devido.

ROBSON C. BRUMATTI / SANTO ANDRÉ

O Hospital Estadual Mário Covas não respondeu.

O leitor comenta: Em 30/8, recebi um e-mail da administração do hospital informando que a medicação será ministrada nesta semana. Minha mãe está internada aguardando o remédio e é muito bem tratada pelo médico que cuida dela. Na semana passada, o quadro dela estava bastante delicado e os seus esforços contribuíram para a sua recuperação.

CRÍTICA

Podas irregulares

Em 26/8, a reportagem Parque Augusta: R$ 110 mil de multa por poda relatou que a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) aplicou uma multa contra a empresa que fez o serviço e contra o proprietário dessa área verde localizada na Consolação. O motivo foi a poda inadequada que "abre portas para possível infecção das árvores e adoecimento". Tenho encaminhado à SVMA e-mails criticando os baixos padrões de qualidade na execução desses serviços. Em especial, reclamei de uma figueira localizada na Rua Medeiros de Albuquerque, no Jardim das Bandeiras. Se a poda feita no inexistente Parque Augusta foi inadequada, a que foi feita nessa rua foi criminosa. Mesmo enviando fotos dessa árvore, nada foi feito. Há alguma Ouvidoria onde podemos pleitear punição para os responsáveis? Se eles fossem multados, inibiríamos crimes iguais a esse no futuro.

LUIZ CARLOS H. MANZIONE / SÃO PAULO

A SVMA esclarece que a árvore relatada pelo leitor foi atingida por um forte temporal, que provocou a queda de alguns galhos, afetando seu estado fitossanitário e equilíbrio. Explica que ela já apresentava lesões significativas em todo o seu colo e, por isso, foi podada para ser removida nos próximos dias. Diz que outro exemplar será plantado em seu lugar.

O leitor relata: O envio da minha queixa pelo jornal surtiu efeito prontamente, pois eu estava enviando e-mails sobre o tema há mais de 2 meses. No dia 30/8, uma secretária do órgão me ligou pedindo o local exato da árvore reclamada.

COLCHA DE RETALHOS

Recapeamento malfeito

É triste ver o trabalho de recapeamento feito pela Prefeitura ser rapidamente destruído pelas concessionárias, principalmente pela Sabesp. Basta ver os remendos feitos na Rua Tabapuã, no Itaim Bibi; na Rua José Getúlio, na Aclimação; e na Rua Debret, no Ipiranga - todas recentemente recapeadas. A situação delas está horrível.

RICARDO RAYES / SÃO PAULO

A Sabesp não respondeu.

O leitor comenta: A questão piorou. Ocorreu o mesmo problema na Rua Francisco Cruz, na Vila Mariana, que foi recapeada há poucos meses. Liguei para a Sabesp e dias depois a empresa refez o serviço. Mas ficou pior do que estava.

OBRAS DA PREFEITURA

Abandono

Na Avenida Nove de Julho, próximo à Câmara Municipal de São Paulo, há duas placas da Prefeitura que anunciam obras. Os valores dos contratos estão com os prazos vencidos e elas estão pichadas. Uma delas está escorada e amarrada com uma sacola de supermercado numa tábua de caixote. As empresas cumpriram os contratos? Por que em um dos anúncios não consta o início das obras?

DEVANIR AMÂNCIO / SÃO PAULO

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras não respondeu.

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