São Paulo reclama

TRENS LOTADOS

, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2010 | 00h00

Rotina dos paulistanos

Em 18/8 cheguei às 7 horas na Estação Morumbi e tive de esperar 15 minutos por um trem lotado - o que já é rotina. Na Estação Presidente Altino fiz baldeação no sentido Lapa e a espera foi de 20 minutos. Na Estação Imperatriz Leopoldina, fiquei mais 15 minutos parados, como também na Domingos de Moraes. As pessoas aguardavam esses períodos de forma desumana dentro dos vagões que atingiram a lotação máxima. Consegui chegar ao trabalho só às 8h40, 40 minutos atrasado. Quem vai pagar o desconto de meu salário? Nesse dia, havia duas composições inoperantes no pátio da Estação Presidente Altino. Gostaria de receber uma justificativa plausível da CPTM.

RICARDO PEREIRA DA SILVA / SÃO PAULO

A CPTM esclarece que, em 18/8, uma das composições em circulação na Linha 9-Esmeralda apresentou problemas de tração e teve de ser recolhida para reparos, gerando maior intervalo entre os trens e maior tempo de espera. Na Linha 8-Diamante, outra composição teve problemas numa das portas e necessitou da intervenção de funcionários na Estação Domingos de Moraes. Com o programa de expansão do transporte metropolitano, a CPTM está investindo na modernização da Linha 8 por meio de uma parceria público-privada e vai adquirir 36 composições. Com isso, será possível reduzir os intervalos para até 4 minutos. Diz que a Linha 9 recebeu 7 composições e o sistema de sinalização da linha também está sendo modernizado.

O leitor contesta: Os trens continuam lotados, principalmente no horário de pico. Pelo custo da passagem e para quem tem descontado o vale transporte do salário, o mínimo que a CPTM tem de fazer é oferecer um serviço digno.

INSPEÇÃO VEICULAR

Regulagens distintas

Sou a favor da inspeção veicular, mas as exigências deveriam ser mais razoáveis. Meu carro, um Escort 1993, foi reprovado na marcha lenta, apesar de eu ter trocado todas a peças fundamentais antes de fazer a vistoria. Procurei um especialista em carburador que me explicou que não adiantava regulá-lo conforme os padrões técnicos do fabricante. A saída é fazê-lo conforme a máquina da Controlar aceita e, depois da vistoria, deixá-lo como estava antes, para que possa trafegar sem problemas. Estou indignado. Como pode a inspeção veicular aprovar um carro desregulado? Como pode uma máquina moderna fazer medições de gases se, na época em que meu carro foi fabricado, essa máquina talvez nem existisse? Muitos motoristas que têm carros velhos e não têm dinheiro para consertá-los continuarão poluindo a cidade. Essa máfia para arrecadar dinheiro não pensa nas consequências, pois só aumentará o número de multas e de carros com a documentação atrasada.

ROBERTO MACHADO PIRES / SÃO PAULO

A Controlar esclarece que o procedimento de inspeção é feito com base nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e em cumprimento à Resolução Conama nº 418/2009 e à Portaria nº 147/2009, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA). Responde que o relato apresentado pelo mecânico do leitor está em desacordo com a legislação e o procedimento por ele sugerido é desnecessário. Informa que o veículo aprovado na inspeção veicular seguindo os padrões estabelecidos em lei estará apto à circulação. Acrescenta que a não aprovação do veículo por ter apresentado a emissão excessiva de HC e CO obedece ao que determina a legislação. Os limites de emissão determinados por lei são de acordo com o ano de fabricação do veículo, portanto não procede a afirmação do leitor: "Como pode uma máquina moderna fazer medições de gases se, na época em que meu carro foi fabricado, essa máquina talvez nem existisse?" Ressalta que a Controlar é a concessionária contratada por meio de licitação para realizar o serviço de medição de gases liberados pelo veículo, portanto não cabe a ela argumentar os outros itens abordados pelo leitor.

O leitor comenta: Fiz nova vistoria e o carro foi aprovado. Infelizmente, ele voltará a poluir porque não anda direito com a regulagem atual, que está fora dos padrões de fábrica. Por que a Prefeitura não vai atrás das empresas poluidoras? Ah, isso dá trabalho e não gera lucro.

DESCASO

Calçadas esburacadas

As pessoas que transitam a pé, vindo da Rua Rui Barbosa e passam debaixo do Elevado Costa e Silva para entrar na Rua Martinho Prado, têm de andar pela rua, pois há buracos de esgoto nas calçadas. Além do perigo, há o risco de transmissão de doenças. Por que a Prefeitura não faz nada a respeito?

KENDI SAKAMOTO / SÃO PAULO

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras não respondeu.

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