São Paulo reclama

Serviço público ineficiente

, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2010 | 00h00

Proponho uma campanha para que nossos gestores públicos façam uso, pelo menos, do serviço do qual são responsáveis. Desse modo, nossos secretários e ministros de educação deveriam matricular seus filhos em escolas públicas, outros gestores usarão o transporte público e assim por diante. Quem sabe teríamos de fato uma melhora nesses serviços. O que me motivou a criar tal campanha foi ter de passar por uma perícia médica no posto do INSS na Liberdade. Em 7/6, fiz o agendamento pela internet para o dia 3/8, às 9 horas. Cheguei com uma hora de antecedência ao local onde já havia uma longa fila na porta. Depois de mais de uma hora, ao passar pela triagem, fui informada de que, por causa da greve dos médicos, meu atendimento seria remarcado para outra data. Ao questionar sobre os critérios de atendimento, haja vista que somente algumas pessoas eram atendidas, não obtive nenhuma resposta convincente. Para piorar o quadro, outras pessoas que também aguardavam atendimento, algumas delas já comparecendo à remarcação, tiveram suas perícias novamente reagendadas pelo mesmo motivo. É indecente o atendimento que a população recebe nos serviços públicos em geral. Enquanto isso, nossos gestores públicos recebem aposentadoria integral, colocam seus filhos em excelentes colégios particulares e andam de carro com motoristas.

TATIANE TANAKA PEREZ / SÃO PAULO

O INSS não respondeu.

A leitora diz: A nova perícia está agendada para 3/9. Terei de torcer para ser atendida.

À ESPERA DE UMA VAGA

Ainda sem creche

Desde que minha filha nasceu, em 13/1/09, a inscrevi na fila de espera para uma vaga nas creches próximas de casa (Lar da Criança Feliz, na Vila Olímpia, e Creche Santa Tereza, no Itaim Bibi). Mas até hoje não obtive nenhuma resposta. Os funcionários dessas creches dizem que provavelmente não haverá vaga este ano. Quando telefono para a Coordenadoria de Ensino, sou direcionada para a Prefeitura que, por sua vez, pede para eu procurar a subprefeitura. Tenho de deixar a menina com a minha sogra, de 74 anos, que não enxerga direito e acaba causando alguns acidentes. Quando ela passa mal, por causa das doenças de sua idade, tenho de faltar ao trabalho. Meu filho nasceu em 1997 e também o inscrevi para uma vaga no Lar Criança Feliz e, 13 anos depois, "ainda estou aguardando". Corro o risco de perder meu emprego porque não tenho onde deixar a minha filha.

ADRIANA R. BRITO / SÃO PAULO

A Diretoria Regional de Educação Butantã responde que solicita o comparecimento da sra. Adriana à escola para atualização dos dados cadastrais de sua filha. Explica que o atendimento nos Centros de Educação Infantil (CEIs) é feito pela ordem numérica de cadastramento, conforme Portaria de Cadastramento da Demanda e Matrícula de Educação Infantil 3.440/09, de 7/7/09. Esclarece que o número do protocolo é fornecido no ato do cadastro para que a família acompanhe, com total transparência, o andamento da matrícula. Acrescenta que as informações estão disponíveis no site do Portal da Secretaria Municipal de Educação: www.portalsme.prefeitura.sp.gov.br.

A leitora comenta: Irei à escola para "atualizar" os dados. Entretanto, não entendo como as informações prestadas há um ano e meio podem estar desatualizadas. Eu não recebi nenhum número de protocolo quando fiz a inscrição. O fato é que minha filha continua esperando por uma vaga na creche e eu terei de sair do emprego, pois não tenho onde deixá-la. Quem vai nos sustentar?

IPIRANGA

Macacos pela capital

No Parque da Independência há muitos saguis. Mas, de uns tempos para cá, esses macaquinhos têm saído do parque para ganhar as ruas do bairro. No domingo, dia 29/8, havia 5 animais andando pela fiação elétrica da Rua Costa Aguiar, no Ipiranga. Eles viraram atração, pois

são muito engraçadinhos e habilidosos. Ganharam bananas e divertiram crianças e adultos que pararam para tirar fotos e brincar com eles. Comentei o fato com a minha filha, de 15 anos, que estuda lá perto e ela disse que diariamente seus amigos param para ver esses saguis. O fato é que esses bichinhos estão saindo do parque porque estão em grande número e correm o risco ou de serem capturados por moradores desejosos em ter um "exemplar" da espécie em cativeiro ou de serem mortos. O órgão responsável pelo parque deveria tomar providências em benefício desses animais. A cidade ainda não está preparada para conviver com eles. Fica o protesto.

SHIRLEY VALENTIN / SÃO PAULO

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