São Paulo Reclama

RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE

, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2010 | 00h00

Direitos e deveres

Sou médica há 25 anos e, em julho, fui obrigada a dispensar uma paciente prepotente, que se gabava de ter curso superior de Direito e que exigia um atendimento médico diferente do praticado por mim. Nós, profissionais, ficamos cada vez mais acuados e somos ameaçados pela frase: "O CRM (Conselho Regional de Medicina) saberá disso." Disso o quê? Que me recusei a fazer um atendimento que não daria a menor condição de criar um vínculo saudável? Onde é que está a tão antiga relação médico-paciente? Será que se tornou uma relação de compra e venda ditada pelo Código de Defesa do Consumidor?

SYMARA DE ANGELIS TRIVELLATO / SÃO PAULO

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) informa que recebe denúncias relacionadas ao exercício da Medicina, apura os fatos e julga os profissionais médicos. Sobre a relação médico-paciente, o Novo Código de Ética Médica prevê, de acordo com o disposto no inciso XIX, Princípios Fundamentais: "O médico se responsabilizará, em caráter pessoal e nunca presumido, pelos seus atos profissionais, resultantes de relação particular de confiança e executados com diligência, competência e prudência" e que "a natureza personalíssima da atuação profissional do médico não caracteriza relação de consumo" (inciso XX). Acrescenta que "o médico exercerá sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem os ditames de sua consciência ou a quem não deseje, excetuadas as situações de ausência de outro médico, em caso de urgência ou emergência, ou quando sua recusa possa trazer danos à saúde do paciente (inciso VII).

Portanto, explica, considerando a busca do melhor relacionamento entre médico e paciente, essa relação deve ser baseada estritamente em uma relação de confiança.

CONTROLAR

Medidas divergentes

Para evitar problemas, antes de fazer a inspeção veicular, levei o meu carro para fazer uma revisão, entretanto, ele foi reprovado. O limite de opacidade era de 1,31 e ele obteve 1,55. Levei-o ao fabricante para que fossem feitos os reajustes. O automóvel ficou na revendedora para que a regulagem fosse feita e eles o levariam à Controlar para que fosse refeita a inspeção. Para minha surpresa, dessa vez, o limite de opacidade foi de 2,3. Ora, se tivessem dado esse limite na primeira inspeção, o carro teria sido aprovado. Não entendo como os limites de opacidade podem ter sido alterados de forma tão significativa num espaço de dois dias.

CLAUDIO CAVALCANTE / SÃO PAULO

A Assessoria de Comunicação da Controlar esclarece que a lei determina que o limite a ser adotado no procedimento de inspeção dos veículos a diesel é preferencialmente o informado pela montadora. Porém, explica, caso haja dúvida em relação ao modelo do motor ou do veículo, a legislação faculta que se utilize o limite-padrão estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Portanto, alega, ambos os procedimentos realizados no veículo estão amparados por lei. Ressalta que esse esclarecimento já foi prestado ao dono do veículo pelo Atendimento ao Cliente.

O leitor comenta: Essa resposta é vaga e parece uma desculpa. A responsável que me atendeu prometeu enviar as tabelas da montadora e uma mensagem esclarecendo, em detalhes, o motivo das medidas divergentes. Aguardo uma explicação técnica e detalhada até hoje. Por que a Controlar só usou o padrão do Conama na segunda inspeção? Por causa disso, fui obrigado a gastar dinheiro com outra revisão e tive o transtorno de ficar dois dias sem carro, o qual o utilizo para trabalhar. Além de tudo isso, o limite estabelecido pela montadora, no caso do meu carro, está indicado em um selo na porta do motorista e é diferente do indicado no relatório de reprovação da Controlar.

ZONA LESTE

Ruas esburacadas

Peço que façam urgentemente o recapeamento da Avenida Barreira Grande, na zona leste. O trecho da Avenida Sapopemba até a Avenida Porfírio da Paz também está em péssimas condições de uso, trazendo estresse e prejuízo para quem circula pela região.

ROBERTO JOSÉ CORONEL / SÃO PAULO

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informa que as ruas citadas receberão vistoria técnica de agentes da Superintendência de Usinas e Asfalto (SPUA), para analisar a necessidade dos serviços de recapeamento ou reparos de manutenção. Explica que a escolha de quais vias serão recapeadas com prioridade se dá de acordo com as solicitações da população pelo SAC da Prefeitura (156 e Portal) e praças de atendimento, de indicações técnicas da Secretaria de Transportes por meio da CET e da SPTrans, além de um estudo do Laboratório de Mecânica de Pavimentos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

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