São Paulo reclama

Abusos em ciclovia

, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2010 | 00h00

Uso diariamente a ciclovia da Marginal do Pinheiros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Tenho notado que veículos, de pessoas que não trabalham no local, são autorizados a trafegarem na estrada de serviço - que dá acesso ao lado da linha do trem. Os motoristas desses carros usam o local para cortar o trânsito da região e não respeitam o limite de velocidade de 30 km por hora. É uma questão de tempo para que ocorra um atropelamento. Reclamei com o responsável da CPTM e ele disse que eu deveria anotar a placa do veículo. Como posso fazer isso se estou pedalando uma bicicleta? Fiz uma queixa na CPTM, mas não recebi nenhuma resposta.

MARCOS DOMINGUEZ / SÃO PAULO

A CPTM esclarece que a ciclovia da Marginal do Pinheiros foi instalada na estrada de serviço até então existente, de forma a prover um espaço compartilhado para os ciclistas e os demais usuários. Para tanto, explica, foi dotada de sinalização horizontal e vertical que determina as regras de uso a serem obedecidas por motoristas e ciclistas. Responde que os motoristas que utilizam o local, que são devidamente autorizados, receberam treinamento e orientações sobre as regras de uso compartilhado. Informa que aqueles que são identificados usando a estrada em desacordo com essas regras recebem as sanções administrativas cabíveis. Diz ainda que é importante a conscientização de todas as partes, inclusive dos ciclistas, acerca das regras de uso e segurança, para que sejam evitados transtornos e acidentes. Acrescenta que é possível denunciar os infratores pelo Disque Denúncia da CPTM, encaminhando uma mensagem SMS (torpedo) para o número 7150-4949. Deve-se informar a marca, o tipo, a cor, a placa do veículo e o local, bem como a infração cometida.

MÁS CONDIÇÕES

Entulho e buracos em rua

Gostaria de reclamar sobre o descaso da Prefeitura em relação ao pequeno trecho de ligação entre o km 14 da Rodovia Anhanguera, sentido capital, e a Marginal do Tietê, sentido Marginal do Pinheiros. O local está escuro e com o asfalto cheio de buracos e remendos que danificam a suspensão dos carros que passam por lá. Trafego pelo local há mais de 10 anos e os remendos ainda são os mesmos. Para piorar, na margem esquerda, há um terreno cheio de entulho, que também é despejado na pista - podendo causar acidentes. Fiz uma queixa pelo 156 em 22/7 e, no dia seguinte, o retiraram. Mas, em 26/7, para minha surpresa, já havia uma grande quantidade de entulho no local. Se nenhuma providência for tomada, essa via ficará interditada por causa do lixo.

PAULO ERNESTO HAYASHIDA

/ SÃO PAULO

A Subprefeitura Lapa informa que o local citado pelo munícipe é um ponto de depósito irregular de entulho. Esclarece que faz limpezas rotineiras no local e que está realizando constantes operações fiscalizatórias, em parceria com as Polícias Civil e Militar, para punir quem realiza essa prática irregular. Ressalta que essa atitude é crime ambiental e, no caso de flagrante, o responsável estará sujeito à detenção e ao pagamento de multa no valor de R$ 12 mil.

COBRANÇA INDEVIDA

Leitora aguarda solução

Em maio, minha conta de gás veio com um valor incorreto porque erraram na leitura do consumo. Meu gasto mensal é entre 20 m³ a 30 m³ por mês, e naquele mês foi de 109 m³. Verifiquei o relógio em 30/5 e constatei que ele marcava 424 m³, mas na minha conta estava 511 m³. Depois de verificar a minha queixa, a Comgás disse que devolveria os R$ 361,31, debitados de minha conta, em 3 dias. Para piorar, em junho, o leiturista leu 433 m³, mas enviou à Comgás 515 m³. No dia 15/7, prometeram depositar a quantia devida em até 10 dias úteis. Em julho, vimos que o leiturista anotou 451 m³, mas mesmo assim vieram 516 m³ na conta. Em 28/7, liguei novamente para a Comgás. Disseram que iriam abrir uma queixa contra os leituristas e que o processo para o ressarcimento ainda estava em andamento. Não sei mais o que fazer. Cada chamada é um suplício: ou pela demora ou porque a linha cai. Procurei a Ouvidoria, mas eles disseram que lá eles só "ouviam" e que somente o setor de atendimento poderia resolver o meu problema.

CLEIDE DE BARROS RODRIGUES PEREZ / SÃO PAULO

A Comgás informa que a leitora sra. Cleide será atendida e ela irá receber a devolução do valor equivalente aos 95 m3 cobrados indevidamente. Explica que o ressarcimento ocorrerá assim que o sistema efetuar a baixa da fatura de julho. Acrescenta que o valor a ser devolvido está de acordo com o direito do consumidor e ocorrerá na forma acordada com a leitora sra. Cleide. Diz que enviou uma notificação à empreiteira responsável pela leitura do imóvel e que irá fazer os devidos ajustes em seu sistema para que os erros não voltem a ocorrer.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.