São Paulo Reclama

COMBO NET

, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2010 | 00h00

Oferta ou venda casada?

Sou assinante da TV a cabo da NET, há 15 anos, e do Combo, com telefone e internet, há aproximadamente 2 anos. No meu plano, a internet tem velocidade de 200 kbytes e pago

R$ 39,90 de mensalidade. Atualmente, a empresa anuncia que oferece a velocidade mínima de 1 mega por R$ 29,90, dizendo que "não é promoção". Telefonei para a central do assinante solicitando que tal benefício fosse aplicado na minha assinatura. Para variar, veio a conversa de que meu plano não existe mais e que teria de migrar para outro, mais caro e com menos canais. Informei que não desejava modificar o plano da TV, apenas o de internet, e a funcionária desligou. Parece que a NET desconhece que no Brasil há leis, principalmente, o Código de Defesa do Consumidor, que no artigo 39 diz que é vedado condicionar o fornecimento de produto ou serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos.

ARLETTE QUERINO CURY / SÃO PAULO

A NET responde que, em 26/7, esclareceu os procedimentos da empresa à cliente.

A leitora comenta: Realmente, a NET entrou em contato, mas para confirmar sua prática de venda casada de produtos e não para atender sua assinante. Enviaram uma mensagem indicando seus novos pacotes de produtos, de forma ininteligível. Assim, mesmo que se pretenda fazer estudo de migração de pacote, o entendimento do conteúdo de cada oferta fica completamente prejudicado. Ou seja, mais uma afronta ao Código de Defesa do Consumidor, que exige ofertas claras.

EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO

Em defesa do pedestre

Acompanho a coluna São Paulo Reclama e concordo com a opinião das leitoras sras. Patrícia Marchesoni Quilici (20/7), Sonia Knopf e Maria Tereza Murray (23/7), sobre a falta de respeito ao pedestre. Apesar de dirigir e ter carro, ando muito a pé e vejo que os motoristas e os motociclistas não os respeitam. Aquele que para o veículo para deixar alguém atravessar a rua, corre o risco de levar uma batida ou, no mínimo, uma buzinada. As esquinas da Alameda Casa Branca com Rua Barão de Capanema e da Alameda Ministro Rocha Azevedo com Alameda Franca, por exemplo, são difíceis de atravessar. Conforme o artigo 214 do Código de Trânsito Brasileiro, deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado, que se encontre na faixa a ele destinada e/ou que não haja concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde para o veículo, é infração gravíssima e a penalidade é multa. Os agentes da CET deveriam ser instruídos pelas autoridades de trânsito a multar os motoristas infratores com a mesma eficiência quando estes, no volante, usam o celular, desrespeitam o rodízio, ultrapassam o sinal vermelho, entre outras infrações.

BÁRBARA ELSBACH / SÃO PAULO

PROBLEMA FREQUENTE

Rua sem água

A Estrada da Bela Vista, no Recanto das Rosas, em Osasco, onde moro, está desde 15/7 sem água. Dois dias depois fui informada de que o abastecimento retornaria à noite. Como o serviço não se normalizou, pedi um carro-tanque. Disseram que o prazo era de 24 horas para o atendimento. Nos dias 19 e 20/7, além de não saberem informar o que estava ocorrendo, disseram que devíamos aguardar, pois escolas e hospitais têm prioridade para receber o carro-tanque. Concordo que eles tenham prioridade, mas isso não é motivo para não resolverem o problema. Há 4 crianças em casa e não temos água para beber, cozinhar, etc.

ANDREA KEIKO TABUTI / OSASCO

O superintendente da Unidade de Negócios Oeste da Sabesp, Milton de Oliveira, esclarece que o desabastecimento em questão foi provocado por um vazamento de água não visível, ocorrido no subsolo da Estrada das Rosas. Para localizá-lo, os técnicos da Sabesp executaram varreduras em toda a extensão da rede de distribuição de água do local. Tal vazamento foi localizado no dia 21/7, quando os técnicos também efetuaram o respectivo conserto. Em 22/7, os técnicos da Sabesp vistoria o local e constataram que o abastecimento de água na região estava normalizado. A Sabesp pede desculpas pelo contratempo.

A leitora questiona: Agora fiquei com diversas dúvidas. Caso o problema volte a ocorrer,

a quem posso recorrer? A ouvidoria da Sabesp não se manifesta, aliás, não respondeu a nenhuma das minhas reclamações. Queria saber ainda: se eles oferecem a possibilidade de o cliente solicitar um carro-pipa, por que não o entregam? Se tivermos o problema novamente podemos solicitar um carro-tanque particular e pedir o reembolso?

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