São Paulo Reclama

CAMPOS DE JORDÃO

, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2010 | 00h00

Roubos em fins de semana

Minha casa, na Vila Inglesa, em Campos doo Jordão, foi arrombada pela quinta vez no dia 17/6. Quando o apoio móvel do serviço de alarme monitorado chegou, constataram a invasão por um pequeno vão aberto na vidraça. Esse bairro está abandonado: não há luz nos postes nem calçamento ou rede de esgoto e há buracos do tamanho de crateras.

Porém, o IPTU é caríssimo. Já pedimos a presença da Polícia Militar (PM) no local. Um levantamento feito pelos caseiros e proprietários demonstra que os crimes ocorrem aos finais de semana, mais precisamente, nos finais da tarde de domingo e aos sábados, quando os proprietários vão embora para outras cidades e os caseiros vão à igreja ou saem para jantar.

C.E.S. / Campos do Jordão

A Polícia Militar esclarece que no local citado é realizado o policiamento preventivo e ostensivo diuturnamente, sendo feitas, também, operações de saturação no local e nas proximidades, além de abordagens a indivíduos em atitude suspeita e a realização de bloqueios policiais com a participação da Força Tática. Diz que, durante a Operação Inverno, o policiamento preventivo e ostensivo nos bairros residenciais mais afastados foi intensificado com o patrulhamento de viaturas designadas para esses bairros. Diz que o 5º Batalhão de Polícia Militar do interior-Taubaté é a unidade responsável pelo policiamento de Campos do Jordão e já está considerando as informações fornecidas pelo leitor em seu planejamento operacional.

O leitor explica: A PM realmente se faz presente em julho. Mas não há policiamento constante fora esse período. A PM sempre atendeu aos nossos chamados, mas falta prevenção.

CASA EM RISCO

Descaso no Jaraguá

Moro na Alameda dos Salgueiros, no Jaraguá. Solicitei por várias vezes o reparo da sarjeta que fica nos fundos do meu terreno, que é de duas frentes, pois a água invade a minha casa e o terreno vizinho. Por mais de 3 vezes houve pequenos deslizamentos em decorrência da não manutenção dessa sarjeta e da falta de uma boca de lobo no local. Já refiz três vezes a sarjeta, mas ela é destruída pelo caminhão de lixo. Quando chove, um grande volume de água invade o terreno e já perdi por duas vezes os meus móveis. Esse problema ocorre há 3 anos e já solicitei providências ao SAC, à Ouvidoria da Prefeitura e ao setor de obras de Pirituba. Em 2/1, uma pedra grande rolou juntamente com terra sobre a minha casa, abrindo a parede da garagem, inundando-a. Uma semana antes, eu havia solicitado uma vistoria à Prefeitura e mencionei o risco iminente. Além de eles terem deixado a pedra no mesmo local, jogaram as que estavam na rua em cima da calçada. Reclamar na Ouvidoria é inútil. O bairro onde resido foi abandonado: as ruas estão todas esburacadas e as praças não têm manutenção.

LINCOLN MONTEIRO DA SILVA / SÃO PAULO

A Subprefeitura Pirituba-Jaraguá informa que a manutenção das guias e sarjetas na Alameda dos Salgueiros, na altura do número 49, foi incluída na programação da equipe de obras e serviços da subprefeitura. Acrescenta que ela deve ocorrer nos próximos dias. Esclarece que a remoção da pedra deve ser providenciada pelo proprietário do imóvel de onde ela rolou, pois se trata de uma ação interpessoal, que não envolve a administração municipal.

O leitor comenta: Minha casa continua interditada e com os mesmos problemas - todos causados pelo descaso da subprefeitura. No site da Prefeitura foi mencionada a construção da sarjeta e remoção da pedra que estava na parede da residência, mas ela continua no mesmo local. Além disso, um funcionário da Prefeitura me chamou

de trouxa.

MODOS E MANEIRAS

Serviço público

A conhecida falência da Prefeitura de São Paulo e o conluio com a CET permitem que situações não toleradas para os cidadãos sejam aceitas para os "mais iguais". No dia 20/7, foi podada uma árvore na Rua Álvaro Luiz Roberto de Assumpção, altura do número 50. Como não foi possível a remoção de todos os troncos, afinal, os funcionários precisavam dormir, os galhos foram amontoados na calçada, fazendo com que os transeuntes só pudessem circular pela rua. Não satisfeitos, espalharam vários troncos pela via carroçável, a fim de guardar lugar para que o caminhão, no dia seguinte, pudesse estacionar. Mas como são protegidos pela lei, optaram por parar em fila dupla. Mais uma vez os pedestres e os motoristas que se virassem.

MAURO RIBEIRO GAMERO / SÃO PAULO

O leitor informou que os restos da poda foram retirados no dia 21, mas continua questionando a ação da Prefeitura.

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