São Paulo Reclama

Ruas fechadas no Morumbi

, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2010 | 00h00

Cresce a cada dia o número de ruas fechadas em São Paulo. No Morumbi essa prática é comum. Num final de semana, fui impedido de caminhar pela Rua Germano Ulbrich, como

costumava fazer. O vigia contratado pelos moradores para

controlar os portões e as cancelas disse: "Só quem mora nesta rua pode entrar aqui." Eu pergunto para os responsáveis por esse descalabro a razão pela qual as demais pessoas que não moram naquela rua não podem desfrutar de suas calçadas,

de suas árvores e de sua beleza. O Ministério Público deveria coibir esses atentados aos bens públicos. O prefeito Gilberto Kassab, ao permitir tais abusos, pode até conquistar a

simpatia dos moradores das ruas fechadas, mas, certamente, conquistará a antipatia de todos os outros moradores do bairro. Eu pelo menos não vou votar em alguém que permite que uma via pública seja tratada como um bem particular.

ANTONIO ROBERTO TESTA / SÃO PAULO

A CET esclarece que realizou vistoria na Rua Germano Ulbrich e constatou uma cancela restringindo o acesso de veículos, mas permitindo a livre passagem de pedestres. Esclarece que encaminhou solicitação à Subprefeitura do Campo Limpo para verificar se o fechamento foi autorizado e, em consequência, tomar as providências cabíveis.

O leitor comenta: Os vigias contratados pelos moradores deixam passar apenas quem eles querem. Eles devem ter permitido a entrada dos agentes da CET. O fechamento daquela rua é um absurdo, ainda que, eventualmente, tenha sido autorizado pela Prefeitura. Nesse ritmo, em breve São Paulo se transformará numa cidade como aquelas do velho oeste americano.

PEDESTRE NÃO TEM VEZ

Travessia perigosa

É arriscar a vida tentar atravessar a Avenida Europa na esquina com a Rua Alemanha, onde, apesar de haver farol de 3 fases para beneficiar o fluxo de carros, não há farol de pedestres. Nas duas vezes em que atravessei esse cruzamento, não tive outra alternativa a não ser ficar no meio das duas faixas, sendo hostilizada por buzinas. Se uma pessoa como eu, saudável, já teve essa dificuldade, fico imaginando um idoso, um cego ou um cadeirante. As chances de atropelamento são altíssimas. O poder público deveria parar de beneficiar somente os carros e prover o cidadão de seu direito de andar a pé com segurança, atitude que deveria até ser incentivada em meio aos enormes problemas de trânsito e poluição na cidade.

PATRÍCIA MARCHESONI QUILICI

/ SÃO PAULO

Adele Nabhan, do Departamento de Imprensa da CET, informa que a implantação de semáforo para pedestres deve considerar critérios como geometria da via, tipo de uso do solo, existência de polos geradores de travessia de pedestres e histórico de acidentes no local. Por esses critérios, o cruzamento da Av. Europa com a Rua Alemanha não se enquadra para esse tipo de equipamento. Caso fosse implantado estágio específico para pedestres, o tempo de espera aumentaria de 32 para 75 segundos, fazendo com que os mesmos não aguardassem o momento correto para atravessar, levando ao desrespeito e descrédito à sinalização, aumentando o risco de atropelamentos e acidentes.

PROBLEMA COM VIZINHO

Barulho em concessionária

Infelizmente, moramos em frente à concessionária Itacolomy Veículos, do Grupo Itororó, da Chevrolet. Nosso prédio fica localizado na Rua Paracuê, em Perdizes. Desde dezembro não é possível dormir à noite, pois somos incomodados com o barulho dos guinchos que descarregam os carros de hora em hora, durante toda a madrugada. Entramos em contato com o diretor de vendas, mas ele não fez nada para resolver o problema.

REGINA MARIA BARATHO

/ SÃO PAULO

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informa que não consta no Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) nenhuma reclamação de transtornos de barulho referente ao local citado no Programa de Silêncio Urbano (Psiu). Diz que o Psiu programou uma fiscalização no local dentro dos próximos dias e, caso sejam constatadas irregularidades, as devidas providências serão tomadas conforme a legislação vigente. O Psiu não atende a queixas anônimas, mas garante o sigilo de todas as informações recebidas. Informa ainda que para fazer uma solicitação é necessário informar o endereço correto do estabelecimento, além do dia e horário de maior incidência de transtornos ocasionados por ruído excessivo. Qualquer solicitação ou denúncia pode e deve ser realizada pelo telefone 156, nas Praças de Atendimento das Subprefeituras ou pelo próprio site da Prefeitura (http://sac.prefeitura.sp.gov.br/).

A Chevrolet não respondeu.

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