São Paulo Reclama

CAOS NO TRANSPORTE PÚBLICO

, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2010 | 00h00

Desespero na CPTM

O que ocorreu na noite de segunda-feira (24/5) no trem da CPTM foi um vergonhoso desrespeito. Nunca imaginei ter de descer em pleno trilho e caminhar até a plataforma. Não sei se é do conhecimento da administração da CPTM, mas pela 2.ª vez, em um pouco mais de um mês, houve pane elétrica na linha Osasco-Grajaú, o que fez com que os trens demorassem, no mínimo, 1 hora para percorrer 5 estações. Nesse dia, depois de ficarmos mais de 20 minutos feito animais enjaulados dentro dos vagões, a revolta tomou conta de todos e uma multidão realizou o percurso a pé. No desespero, as pessoas se jogavam dos trens. Uma mulher fraturou o tornozelo, tendo de ser carregada. Outras pessoas passaram mal, caíram no chão. Registrei várias fotos. Já não bastam a superlotação e a demora?

CARLOS ALBERTO MARTINS DA SILVA / SÃO PAULO

A CPTM informa que, nesse dia, por causa de um defeito no sistema de alimentação dos trens, os trens na Linha 9-Esmeralda circularam por via única entre as estações Socorro e Jurubatuba, com maiores intervalo e tempo de parada nas estações. Durante essa operação, por volta de 20 horas, alguns usuários acionaram o sistema de emergência de uma composição que circulava no sentido Grajaú, próximo à Estação Santo Amaro. Esse ato de vandalismo provocou a parada imediata do trem, a abertura das portas e os usuários desceram na via, gerando atraso em todas as composições. Após a retirada dos passageiros da via, a circulação foi restabelecida. A CPTM recomenda que os usuários sempre aguardem a normalização da circulação no interior dos trens para evitar atrasos e acidentes. Em relação ao ocorrido com uma usuária, esclarece que houve atendimento pela CPTM e encaminhamento dela à assistência médica especializada.

CÁLCULO DA CET

Multa por alta velocidade

Fui multado na Avenida Indianópolis por trafegar a 79 km/h e em velocidade superior em 20% à máxima permitida, de 70 km/h nessa avenida. Como entendo que mais 20% de 70 é igual a 84, fiz a defesa baseando-me nesse argumento. Aleguei que 72 km/h correspondia a 20% de 60 km/h. A multa foi mantida. Vou pagá-la, mas será que podem me explicar essa matemática?

EDUARDO HENRY MOREIRA / SÃO PAULO

A CET esclarece que a referida notificação respeita a legislação, que determina margem de erro para os sistemas de medição usados na fiscalização do trânsito. Embora a velocidade aferida tenha sido 79 km/h, foi descontado o erro admissível (7 km/h), sendo considerados 72 km/h. Diz ainda que a infração, tendo sido enquadrada com "transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%", significa que o veículo estava acima da velocidade regulamentada (70 km/h), porém com velocidade até 20% acima desta (entre 71 e 84 km/h).

ENSINO PÚBLICO

Criança sem escola

Minha filha tem 9 anos e está cursando a 4.ª série do Ensino Fundamental. Mudamos do bairro de Santa Isabel para o Jardim São Nicolau. Mas não estou conseguindo vaga nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emef) José Carlos Figueiredo Ferraz nem na Dona Jenny Gomes, que são próximas de casa. O nome dela está numa lista de espera. Enquanto isso, ela fica sem estudar?

ANDREA BESERRA DA SILVA / SÃO PAULO

A Diretoria Regional de Educação Penha informa que a aluna foi encaminhada para Escola Estadual Professor Antônio de Oliveira Camargo que fica a 1 km de distância do endereço fornecido na ficha de cadastro da estudante. O atendimento do Ensino Fundamental na capital é compartilhado entre o Município e o Estado.

A leitora reclama: A escola fica a mais de 2 km de distância de casa e, desse modo, minha filha deveria ter transporte gratuito, mas não o tem. E há duas escolas mais próximas, mas a diretoria diz não haver vaga.

APOSENTADORIA

Problemas com INSS

Tenho 64 anos e trabalho há 35. Durante 6 anos trabalhei num Tabelionato. Quando entrei com o pedido de aposentadoria, o INSS não reconheceu o recolhimento feito ao Instituto de Pagamentos Especiais de São Paulo (Ipesp). Sendo o Ipesp uma autarquia do Estado, não seria o correto ele se responsabilizar pelas contribuições? Onde está o dinheiro recolhido durante esse tempo?

GUILHERME CARLOS GRAZIANO / SÃO PAULO

O INSS-SP diz que o período questionado pelo segurado não foi computado como tempo de contribuição, pois ele não apresentou a Certidão de Tempo de Contribuição. Para que o período seja considerado, ele deverá apresentar esse documento.

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