São Paulo Reclama

FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL

, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2010 | 00h00

Direito do torcedor

Apesar da campanha da Federação Paulista de Futebol (FPF) que incentiva a compra de ingressos numerados com a garantia de que o lugar estará reservado, isso não ocorre na prática. Em 25/4, no Estádio Municipal do Pacaembu, havia pessoas sentadas nos lugares numerados que eu comprei. Procurei funcionários da FPF, que responderam: "Em dia de jogo como esse, não há lugar marcado." Disseram que não tinham a obrigação de nos ajudar sobre isso. Falei com policiais militares, que responderam a mesma coisa. Diante de minha irritação, o cabo ainda teve a petulância de me repreender e me ameaçar com "voz de prisão", se não ficasse quieto. Fui convencido por outros torcedores, também lesados, que me disseram que é sempre assim, que deveria "engolir o sapo" e ir torcer pelo sucesso de meu time.

ANTONIO DOS SANTOS SILVEIRA / SÃO PAULO

O ouvidor das Competições da Federação Paulista de Futebol, Edson Ramos da Silva, informa que, segundo o Estatuto de Defesa do Torcedor, a pessoa que porta o ingresso numerado tem o direito de sentar-se no lugar que corresponde ao indicado no seu bilhete. No caso de o lugar estar ocupado, recomenda-se ao torcedor procurar a polícia, pois somente ela tem o poder de tirar o torcedor que está indevidamente sentado no lugar. Acredita que houve um equívoco por parte do fiscal da federação. A FPF diz que continuará a campanha de conscientização para que o torcedor respeite o lugar nos estádios.

O leitor comenta: A FPF precisa reconhecer que sua campanha não está surtindo efeito. Eu agi conforme recomendou a federação, sem obter nenhum resultado.

INSS

Desconto para sindicato

Há 3 meses tento resolver o problema de meu pai com o INSS, que está descontando, sem nenhuma autorização, um valor referente à contribuição para a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Porém, ele não é filiado a nenhum sindicato. Pedimos que parem de descontar esse valor e que a quantia já debitada seja devolvida.

DJAIR THEODORO / MOGI-MIRIM

O INSS não respondeu.

O leitor comenta: A Ouvidoria do INSS nos informou que meu pai deveria procurar a CUT. Mas, na Agência do INSS de Mogi-Mirim, uma atendente fez um requerimento pedindo a

exclusão da cobrança e disse que o pedido será processado para o pagamento de junho. A Associação dos Aposentados de Mogi-Mirim está alertando seus associados sobre esses descontos e informou que se trata de cobrança feita pelo Sindicato dos Aposentados, que é

filiado à CUT.

NET

Cobrança em duplicidade

A NET debitou a mesma cobrança duas vezes no meu cartão de crédito: uma em 13/4 e outra, de mesmo valor, em 16/4. Entrei em contato com a empresa em 24/4 solicitando o reembolso em dobro, conforme manda o Código de Defesa do Consumidor, e fui informado de que o depósito seria feito até o dia 28/4. Como o depósito não foi feito, liguei novamente e a atendente prometeu que o depósito estava previsto até o final do dia. Mas novamente o depósito não foi feito. Telefonei no dia seguinte e a funcionária disse que seria preciso pedir de novo o reembolso e esperar dois dias úteis. O prazo já venceu e a solicitação de depósito inicial não foi feita.

ANDRÉ CARNEIRO ALVES ROCHA / SÃO PAULO

Andrea Campos, da NET São Paulo, esclarece que entrou em contato com o leitor sr. Rocha,

em 8/5, para prestar os esclarecimentos referentes aos procedimentos da empresa e fará novo contato com o cliente.

O leitor diz: O último contato feito foi em 6/5. Informaram que o débito duplicado não foi encontrado e pediram que eu enviasse o comprovante. Foi o que fiz. Prometeram entrar em contato no dia 7, mas ninguém me ligou nem enviou uma resposta. Inclusive, já fui informado de que deveria solicitar o reembolso à operadora de cartão de crédito, que, por sua vez, diz que eu devo procurar novamente a NET.

REPLANTIO

Mudas na Marginal do Tietê

Li no Estadão do dia 11 sobre a compensação ambiental feita na obra de ampliação da Marginal do Tietê. Passo eventualmente pelo local e observo que, de fato, houve o replantio. Mas o que me chama a atenção é que muitas mudas estão secas. Qual é o porcentual de mudas que de fato brotaram? Qual é o custo dessas mudas perdidas? De que adianta um replantio desenfreado sem os cuidados básicos? Será que plantam 10 para só 5 vingarem?

GILSON MARQUES / SÃO PAULO

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