São Paulo Reclama

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DESRESPEITO

, O Estadao de S.Paulo

30 Março 2010 | 00h00

Vagas para deficientes

Fui ao supermercado Extra e, com muito custo, minha mãe, que é deficiente, conseguiu uma vaga no local próprio, após ter de pedi-la para um motorista que não tinha direito de parar ali. Indo embora, notei que diversas vagas próximas, livres, estavam disponíveis. Mesmo assim, outro motorista queria a vaga para deficientes. Então acelerou o carro para empurrar o carrinho que tínhamos esvaziado, quase atropelando minha mãe. O homem chegou a empurrar o carrinho contra o carro da frente, danificando-o. O veículo também era de um deficiente, que não estava no local. Esse motorista ainda xingou minha mãe, que mostrou a carta de deficiente, e foi chamada de mentirosa! No mesmo mercado diversos idosos e deficientes são obrigados a parar o carro em vagas afastadas e os seguranças dizem que nada pode ser feito! Já reclamei, mas ignoraram minhas queixas e disseram que não há o que fazer. Não adianta só pintar um quadrado no chão.

ANA PAULA MACHADO MATTEDI / SÃO PAULO

A diretoria do Extra lamenta pelo ocorrido e informa que suas ações são pautadas no respeito aos seus clientes e na legislação vigente, incluindo a que regulamenta o uso e a segregação das vagas para uso exclusivo de deficientes. Diz que dispõe de sinalização específica e recomenda a seus colaboradores para que atuem na conscientização dos motoristas para o uso correto dessas vagas. Esclarece que a questão apontada se refere a um fato pontual, sob o qual a gerência da loja atuou reorientando seus colaboradores e os responsáveis pela empresa terceirizada, que faz a gestão do estacionamento. Diz que essa empresa pediu aos funcionários que redobrem a atenção e os esforços na orientação dos motoristas e na fiscalização dessa área.

METRÔ

Promessas de melhoria

Em agosto de 2008, questionei as condições da Linha 3 (Vermelha) do Metrô, que está com os trens sempre cheios, com paradas constantes e lentidão. A Assessoria de Imprensa entrou em contato comigo e explicou as providências que seriam tomadas, entre elas, a expansão da Linha Verde até a Penha. Mas, mesmo com a expansão dessa linha e melhorias em outras, a situação ruim da Linha Vermelha continua. Onde estão os novos trens e o sistema de navegação?

MARCELO L. REZENDE

/ SÃO PAULO

O Metrô esclarece que, até o final de 2010, dez novos trens serão entregues para circular na Linha 3 e será adotado o novo sistema de sinalização que diminuirá o intervalos de 101 para 80 segundos. Diz que os dois trens fabricados na Espanha estão em testes e os demais já começaram a ser fabricados na linha de produção em Hortolândia. Diz ainda que 47

composições serão reformadas e entrarão em circulação até 2013. As 18 estações da linha estão sendo adaptadas para pessoas com mobilidade reduzida e o sinal de celular está funcionando ao longo de toda a extensão. As Estações Vila Matilde, Penha, Sé, Belém, Bresser, Carrão, Marechal Deodoro, Artur Alvim, Tatuapé, Brás, Anhangabaú e República receberão portas de plataforma - sistema que separa a plataforma de embarque com portas de vidro que só abrem quando o trem para na estação. Diz que a Linha 2 (Verde) não chegará até a Penha, mas se integrará com a Linha 15 (Branca) - que está prevista para 2014 e fará a ligação metroviária da Linha Verde com a Vermelha e com as Linhas 11 e 12 da CPTM.

AES ELETROPAULO

Corte sem aviso

Em 11/3 faltou energia no meu escritório de contabilidade das 10h30 às 13 horas. A AES Eletropaulo disse que o corte estava programado e que, às vezes, avisa os clientes. Ninguém de minha empresa foi avisado. Será que irão me ressarcir dos prejuízos pelo corte de energia durante o horário comercial?

MARCOS ORESTES / SÃO PAULO

A AES Eletropaulo informa que o fornecimento de energia foi interrompido das 9h15 às 14h15, em 11/3, por causa da manutenção na rede de energia elétrica na Rua Anhanguera. Houve modificações emergenciais na programação da manutenção, alterando o trecho afetado, por causa das condições climáticas daquele dia. Informa que não foi possível comunicar, em tempo hábil, os clientes que seriam afetados. Em caso de danos em equipamentos elétricos, o cliente pode entrar com um pedido de indenização na loja de atendimento mais próxima, mas o equipamento não deve ser consertado antes da autorização da distribuidora. De acordo com a Aneel, a concessionária tem até 45 dias para analisar o equipamento e encaminhar carta ao cliente com a resposta da análise.

O leitor diz: O prejuízo não foi material, mas por deixar de atender nossos clientes, podendo acarretar em multas. As quedas de energia continuam a ocorrer pelo menos duas vezes ao dia.

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