São Paulo

Reestruturação de parque

, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2010 | 00h00

Danos enormes serão praticados contra o Parque da Água Branca, patrimônio arquitetônico e histórico de mais de 80 anos. Haverá a concessão do espaço público tão precioso para redes de fast-food, a destruição do casario e do espaço original de exposição de gado, a destruição dos bancos de cimento cinquentenários e a retirada de patos, galinhas e pintinhos - que são a alegria das crianças e dos demais frequentadores.

FLAVIO CAPEZ / SÃO PAULO

O Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (Fussesp) responde que partes do parque foram recuperadas e que, a partir de 21/9, ele será aberto à população até as 22 horas. Diz que recuperaram o Tattersall, que foi usado para exposições e leilões de gados até os anos 70. Esclarece que o casario foi restaurado, com a autorização do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), e inaugurado em 16/6 com o nome de Espaço Cultural Tattersall e tem uma programação cultural até o final de 2010. Responde que, de acordo com o edital, a concessão do espaço público será dada para empresas que forneçam produtos naturais e que sejam oriundos do milho, como sucos e sorvetes artesanais - para preservar o caráter rural do parque. Diz ainda que os bancos de cimento serão substituídos, aos poucos, pelos de madeira de pinus tratado. E, na Praça de Leitura, serão colocadas mesas e cadeiras de madeira com ecoblindagem, que resistem à ação do tempo. Informa que os galos, as galinhas e os pintinhos serão remanejados para um local apropriado, onde poderão ser visitados. Essa medida visa à proteção dessas aves, pois frequentadores os alimentam de forma inadequada e muitas são atropeladas pelos veículos que circulam pelo parque.

SERVIÇO DOS CORREIOS

Rastreamento impossível

De todos os meus 5 pedidos internacionais, feitos em 27/4, nenhum foi entregue. Os fornecedores afirmam que a encomenda foi recepcionada no Brasil, mas os Correios alegam que, como não há número de rastreamento, não podem garantir o acompanhamento. Para fazer uma reclamação nos Correios, preciso do nome do remetente, endereço, peso bruto, entre outros, claramente para desestimular que eu leve a reclamação para frente. As encomendas sumiram e quem paga a conta? Já há sites internacionais em que, para enviar encomendas ao Brasil, cobram valor de frete diferenciado, com seguro e taxa adicional para o caso de rastreamento. Quero uma resposta da empresa e uma prova de que tentou localizar os produtos.

VERA LUCIA M. RODRIGUES

/ SÃO PAULO

A Assessoria de Comunicação do diretor regional de São Paulo Metropolitana informa que as correspondências encaminhadas à cliente se tratam de objetos postais internacionais de categoria simples, ou seja, sem identificação que as distinga durante o trâmite postal. Essa modalidade não conta com um acompanhamento individual; o controle de qualidade e segurança desses objetos é realizado de forma coletiva. Acrescenta que não se pode afirmar que a encomenda chegou ao Brasil nem mesmo que os Correios seriam o receptor desses objetos, sem que haja o número de registro para acompanhamento.

A leitora contesta: A resposta mostra o pouco interesse da empresa em resolver o problema. Essa atitude dos Correios incentiva a corrupção nas linhas operacionais, pois a empresa deixa claro que, em caso de problemas, haverá impunidade e o cliente que se vire.

RECICLAGEM

Suspensão de coleta

Já faz pelo menos 4 meses que o caminhão de coleta de lixo reciclável, que passava todos os sábados na Rua Saguairu, no bairro da Casa Verde, e nas imediações, não passa. O lixo tem de ser recolhido pelos moradores, que têm de esperar a coleta do lixo normal, apenas na segunda-feira. Esse serviço não existe mais nessa região? Tentei obter informação no 156, mas só dá sinal de ocupado.

VANESSA DE LIMA / SÃO PAULO

O Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) esclarece que a coleta seletiva não está suspensa. O departamento já detectou as falhas relatadas pela sra. Vanessa e por outros leitores, além de falhas pontuais, e convocou as duas concessionárias visando a uma solução. De acordo com o contrato, elas são obrigadas a recolher os resíduos recicláveis e encaminhá-los às Centrais de Triagem indicadas pelo Limpurb. A Prefeitura tem dado atendimento a novos grupos de cooperados que querem ser inclusos no programa, inclusive duas novas cooperativas de reciclagem já estão recebendo o material seletivo.

A leitora comenta: Espero que em breve o serviço de coleta de lixo reciclável retorne, mas com horário fixo. Todos os moradores agradecem.

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