Cris Faga/Fox Press
Cris Faga/Fox Press

São Paulo espera até dois milhões de foliões em blocos

Dispersão deverá ocorrer até meia-noite; número de pessoas a participar do carnaval da capital paulista deve dobrar do de 2014

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

29 Janeiro 2015 | 14h31

 SÃO PAULO - Após a cidade de São Paulo ter reunido cerca de 1 milhão de pessoas no último período carnavalesco, a expectativa da Prefeitura é que os cerca de 300 blocos cadastrados em 2015 e os desfiles das escolas de samba concentrem até o dobro de foliões neste ano. Nas ruas, no entanto, a festa vai ter hora para acabar. Segundo planejamento divulgado pela administração municipal nesta quinta-feira, 29, os blocos só poderão se manter nas ruas até as 22h e o grupos terão de se dispersar até a meia-noite.

Com previsão de público entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas, São Paulo terá cerca de 75% blocos de rua a mais do que em 2014, quando houve, ao todo, 174. A maior parte deles estará concentrada na região central, além da Vila Mariana e Pinheiros, na zona oeste. Até o dia 1º de março, 86 blocos desfilarão nas ruas da Subprefeitura da Sé, no centro, enquanto a área da Subprefeitura de Pinheiros terá outros 67.

Com o crescimento gradual do carnaval de rua, a previsão é que a permanência de turistas na cidade - de 4,5 dias em 2014 - também aumente neste ano."Muitos paulistanos vão deixar de viajar e muitos turistas que vêm a São Paulo e aproveitam para fazer comprar, frequentar restaurantes e ir aos museus", afirmou o secretário municipal de Turismo, Wilson Poit. Em 2014, a cidade movimentou cerca de R$ 60 milhões durante os dias de folia.

O fim de semana com a maior quantidade de blocos agendados será na véspera do carnaval, nos dias 7 e 8 de fevereiro, quando cem deles sairão às ruas por diversas regiões da cidade. Toda a programação dos blocos inscritos vão ficar disponíveis no site desenvolvido pela Prefeitura, com datas, horários e percursos. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interditará temporariamente as vias com cavaletes e cones, demarcando o trajeto dos blocos. O bloqueio será desfeito ao fim de cada folia.

Alegando questões de segurança e de logística, a Prefeitura também quer evitar que grupos fiquem concentrados durante a noite e, por isso, restringiu o horário dos blocos até as 22 horas. A partir da meia-noite, também haverá dispersão. "As pessoas que estão ali vão ter de colaborar com isso. Não só terminar em um horário razoável para os moradores que querem dormir, mas também para ser possível limpar as vias durante a madrugada", justificou Guilherme Varella, secretário municipal de Cultura em exercício.

De acordo com o secretário, a medida é uma "orientação" - e não uma "determinação". "Isso vai acontecer sem uma penalização específica, porque é um diálogo com as pessoas, mas é uma ação pública que vai ser tomada", disse.

Principalmente por causa dos transtornos ocorridos durante a Copa do Mundo, a fiscalização deve ser mais rigorosa na região da Vila Madalena, com a presença da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana (GCM). "Os espaços são menores e as pessoas tendem a se concentrar na praça Benedito Calixto na Rua Aspicuelta", afirmou Varella.

Uma das alternativas pensadas para evitar aglomerações na região e melhorar o fluxo na Vila Madalena e em Pinheiros foi a criação do Baile da Batata. Um baile de rua no Largo da Batata, em Pinheiros, marcado para os dias 7, 8, 14 e 17 de fevereiro.

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