''São Paulo é uma menina alegre''

Menalton Braff, escritor gaúcho radicado em Ribeirão Preto

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2010 | 00h00

O escritor Menalton Braff, de 72 anos, lançou seu livro Copo Vazio (Editora FTD) em São Paulo na segunda-feira. Nascido em Taquara (RS), ele viveu na capital paulista entre 1965 e 1987. "Vim para cá fugindo do Exército", recorda-se, sobre os tempos da ditadura. "São Paulo é um oceano. Impossível encontrar alguém." Na clandestinidade, morou na casa de um amigo na Vila Alpina, zona leste. Algum tempo depois, começou a trabalhar como auxiliar de escritório e mudou-se para a Mooca, onde reconstruiu a sua vida.

Mudanças. Apesar de ter trocado a capital paulista por Ribeirão Preto, no interior, em busca de melhor qualidade de vida, jamais perdeu o vínculo com a metrópole, da qual sente muita falta. "Ganhei um ar puro, mas um imenso vazio", diz. "Chega a ser uma dor física essa saudade."

Braff observa mudanças na São Paulo de hoje, em relação à que deixou. "O trânsito está mais pesado", pontua. "Mas o que mais me impressiona é que a cidade está muito pichada: isso é algo que salta aos olhos imediatamente."

E tem algo que não muda nunca? "Sim", afirma de bate-pronto. "O povo bonito e colorido das ruas. É a mesma coisa do meu tempo. São Paulo é uma cidade muito charmosa, é uma menina alegre. Algumas cidades têm cara de velha. São Paulo, não!", elogia, cheio de saudosismo.

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