''São Paulo é a cara do Brasil: rica, mas dura''

O arquiteto mineiro Fernando Luiz Lara é professor da Universidade do Texas e estará em São Paulo na próxima quarta-feira. Às 20 horas, vai dar uma palestra sobre habitação precária no Brasil, organizada pelo portal Arq!Bacana.

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

31 Julho 2011 | 00h00

Morador de Austin, Fernando conta que já veio a São Paulo "umas 20, 30 vezes" - uma relação tão antiga que ele nem se recorda de quando foi a primeira. "Me lembro de andar pela cidade no Corcel 1974 do meu pai, vendo os prédios pelo vidro de trás."

Para ele, o principal problema de São Paulo é a distribuição desigual de infraestrutura. "Não é só uma questão de habitação, mas de transporte, espaço público e poluição visual. Tudo isso junto faz da periferia um lugar muito duro de se viver", analisa.

Em sua opinião, a vulnerabilidade da habitação precária na capital não é apenas material. "O problema é a mãe de família passar três horas por dia em um ônibus quando poderia usar esse tempo ajudando no dever de casa do filho." O lado positivo é que, segundo ele, os projetos do poder público para a habitação são muito interessantes. "Isso não acontece no resto do País."

Arquitetonicamente, diz ser fã da arquitetura paulistana dos anos 1950 e 1960, como o prédio do Masp e as obras do Rino Levi. Para ele, São Paulo é a "cara do Brasil: rica, desigual, vibrante e também dura."

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