São Paulo deve ter atos em 35 lugares

PM acompanhará as manifestações, vandalismo será gravado e nenhuma via ou estrada será bloqueada; metrô funcionará normalmente

Bruno Ribeiro, Nataly Costa e Tiago Dantas,

10 Julho 2013 | 23h19

Ao todo, 35 pontos da capital e da Grande São Paulo devem ter algum tipo de manifestação nesta quinta-feira, dia 11, como parte do Dia Nacional de Lutas convocado pelas centrais sindicais. Estão programadas passeatas em trechos das principais avenidas da cidade, como as Marginais e a 23 de Maio, ao longo da manhã. Uma grande concentração de trabalhadores está marcada para as 12h na Paulista - mas a ideia é evitar interdições completas.

Os manifestantes devem sair em caminhada na direção da Rua da Consolação, entre 15h e 16h. O ato está previsto para terminar no fim da tarde na Praça Ramos de Azevedo, no centro. A Polícia Militar deve acompanhar todos os atos, como parte de um acordo previamente firmado com os sindicatos.

Os primeiros atos devem começar às 5h30, para aproveitar a troca de turno de algumas fábricas. É nesse horário que começarão, por exemplo, manifestações na Rua Engenheiro Francisco Pitta Brito, perto da Marginal do Pinheiros, em Santo Amaro, zona sul, e na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, próximo da Marginal do Tietê, em Pirituba, zona norte.

Haverá uma passeata na Marginal do Pinheiros, até a Ponte Octavio Frias de Oliveira. De lá, os trabalhadores vão até a Avenida Paulista.

Por causa do horário, nem todos os trabalhadores devem acompanhar o protesto. "A ideia foi ter dois momentos. O primeiro, de manhã, nos locais de trabalho, fazendo passeata por algumas vias importantes. O segundo, à tarde, na Avenida Paulista", disse o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

Mais tarde, por volta das 8h, motoboys vão encontrar-se no SindimotoSP, na Rua Doutor Eurico Rangel, Brooklin, zona sul. O presidente do sindicato, Gilberto Almeida dos Santos, o Gil, espera reunir 10 mil motoqueiros e seguir pela Avenida 23 de Maio até a Paulista. "Vamos ocupar duas faixas da avenida para não causar transtornos", disse. Grupos de motoboys devem circular pelas Marginais.

Também por volta das 8h deve começar a concentração de comerciários, trabalhadores de empresas de panificação e funcionários de limpeza urbana na Rua Carlos de Souza Nazaré, próximo da Rua 25 de Março. Eles passarão pela Rua Direita e pela Avenida 9 de Julho, até chegar à Avenida Paulista. "Nossa ideia é não ter violência nem caos. Queremos levar a voz dos trabalhadores para a rua", afirmou o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah.

Segundo Patah, os trabalhadores foram orientados a fotografar qualquer ato de vandalismo e enviar as imagens por e-mail para as centrais sindicais. A medida faz parte do acordo firmado entre os sindicatos e a Secretaria Estadual da Segurança Pública. As partes combinaram de colocar, em cada um dos 35 pontos, uma liderança sindical e um oficial da PM.

Também faz parte do acordo que o trânsito nas rodovias não seja totalmente bloqueado. "As manifestações apenas passarão pelas rodovias, mas sem bloqueá-las por tempo indeterminado. A Polícia Militar confia que este acordo será cumprido, mas está pronta para atuar caso não seja", afirmou a Secretaria de Segurança, por nota.

 

Metrô

A greve foi enfraquecida pela desistência do Sindicato dos Metroviários em participar das paralisações. Anunciada há uma semana, a greve dos metroviários não vai acontecer e a previsão é de que as linhas operem normalmente hoje.

A decisão por não participar da greve ocorreu em assembleia que terminou no começo da noite de ontem. Embora a diretoria do sindicato tenha encaminhado a ideia de apoiar o movimento, a base optou, na votação, por operar normalmente - o Tribunal Regional do Trabalho já havia estipulado multa de R$ 100 mil, caso a categoria parasse, e um oficial de Justiça foi até o sindicato fazer a notificação. Sindicalistas, no entanto, prometem participar dos protestos da Avenida Paulista.

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