Felipe Frazão/Divulgação
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São Paulo deve ter a primeira frota de táxi elétrico do Brasil

Carros mais caros, mas menos poluentes, deverão ser comprados por empresas

Bruno Ribeiro e Rodrigo Brancatelli, O Estadp de S.Paulo

16 Dezembro 2011 | 22h55

SÃO PAULO - São Paulo deve tornar-se a primeira cidade do País a ter parte da frota de táxi composta por carros híbridos - com motores elétrico e a gasolina. A Associação das Empresas de Táxi de Frota (Adetax) começa, na semana que vem, os primeiros estudos para confirmar a viabilidade da ideia, proposta pela Secretaria Municipal de Transportes em uma reunião ocorrida da manhã de ontem.

O plano é que os frotistas, a exemplo do que está ocorrendo com os outros tipos de táxi, também possam aumentar o número de veículos de suas empresas. Mas, no lugar de veículos com motores a combustão, poluentes, a Prefeitura liberaria as licenças - desde que os carros fossem movidos também a eletricidade.

As frotas funcionam de modo diferente dos táxis comuns. Os donos dos veículos não são os taxistas, mas sim empresas que têm vários alvarás (permissões para explorar o serviço).

A vantagem seria principalmente ambiental. Há modelos de carros híbridos que não emitem poluentes no ar se circularem com velocidade abaixo de 70 km/h, segundo a Ford, um dos fabricantes.

Avaliação. "O secretário (de Transportes, Marcelo Branco) nos chamou para apresentar essa proposta, pediu para nós avaliarmos e vermos a questão do grau de investimento que vai ser necessário. É um projeto inovador, de suma importância para a cidade, e a gente enxergou com bons olhos", diz o presidente da Adetax, Roberto Auriemma.

Ele afirma ainda que deverá contatar as empresas que já fornecem (ou estão prestes a começar a vender) esse tipo de carro no Brasil e fará reuniões com as empresas associadas para, então, colocar alguns veículos na rua para fazer testes. O preço elevado desses carros, diz ele, não será um fator impeditivo para a ideia seguir à diante.

A Prefeitura sugeriu dois modelos de carros, ambos importados. Um fabricado pela americana Ford, que já está no mercado, ao preço médio de R$ 130 mil, e outro fabricado pela japonesa Toyota, que só deve chegar às lojas no segundo semestre do ano que vem, ainda sem estimativa de preço pela montadora.

Nessa primeira reunião, a Prefeitura de São Paulo não falou em arcar com parte dos custos do investimento. Mas a associação diz que só depois de estudar os veículos na rua, sabendo dos custos de manutenção e de consumo de combustível, saberá se fará algum pedido nessa linha ou não.

Os carros híbridos das duas fabricantes citadas pela Prefeitura não precisam ser ligados na tomada. É na frenagem, durante o trânsito, que as baterias são recarregadas. A Toyota estima que seu modelo híbrido emite 44% menos CO2 do que um modelo convencional de mesma potência. Nesta semana, a empresa apresentou o carro híbrido ao prefeito Gilberto Kassab em um evento fechado, no Autódromo de Interlagos.

Acessíveis. Outra parte dos novos carros das frotas de táxi paulistana será de modelo acessível, voltado para cadeirantes e pessoas com deficiência. A proporção, a ser confirmada, deve ser de oito carros híbridos e dois acessíveis para cada dez automóveis que as frotas coloquem para rodar.

Essa relação, diz a Adetax, é até um incentivo extra para o uso dos carros híbridos. O custo para comprar e adaptar um veículo comum para transformá-lo em um táxi acessível é de cerca de R$ 100 mil, segundo a Adetax - quase o mesmo preço de um carro híbrido.

Embora prefira não cravar números, o presidente da Adetax diz estimar que as frotas precisem de 350 veículos a mais. Hoje, somam 3.500.

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