São Paulo ainda sente reflexos do temporal da madrugada

Trânsito é complicado na manhã desta sexta; em noite de caos, capital registra 62 pontos de alagamento

Oswaldo Faustino, Paulo R. Zulino e Ricardo Valota, do estadao.com.br,

22 de fevereiro de 2008 | 07h44

São Paulo ainda sentia os reflexos, na manhã desta sexta-feira, 22, do temporal que atingiu a cidade durante a quinta-feira. Por volta das 5 horas, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo registrava 62 pontos de alagamento. A lama acumulada nas ruas da Capital prejudicou o trânsito, que às 7h30 era de 43 quilômetros de lentidão. Na manhã desta sexta, os piores trechos enfrentados pelos motoristas eram Avenida Radial Leste e a Marginal Tietê.  Veja também:São Paulo enfrenta trânsito pesado na Marginal do Pinheiros Veja os cuidados necessários em caso de chuva forteTemporal causa pontos de alagamento e transtornos em SP Chuva derruba muro do aeroporto de Congonhas  As chuvas da quinta-feira atingiram principalmente as zonas Leste, Sul e municípios do Grande ABC. E a previsão para os próximos dias é semelhante ao que ocorreu na quinta: clima abafado e chuvas fortes. O motorista que seguia pela Avenida Radial Leste na manhã desta sexta enfrentava cerca de 11,5 quilômetros de lentidão, no sentido bairro-centro, desde a Rua Bernardino Brito Fonseca de Carvalho até a Rua Wandenkolk. Na Marginal, a morosidade acontecia, no sentido Penha/Lapa, entre a Ponte Aricanduva e a Ponte Jânio Quadros, num total de quatro quilômetros. Por causa do transbordamento do córregos Aricanduva e do rio Tamanduateí, avenidas como Aricanduva, na zona leste, Luís Ignácio de Anhaia Mello, na Vila Prudente, e do Estado, no Ipiranga, ainda apresentavam vários pontos cheios de lama e lixo. Vários carros que foram abandonados pelos motoristas ilhados pela água ainda estavam largados nas ruas. Algumas vias secundárias, próximas das avenidas Aricanduva e do Estado, estavam parcialmente interditadas por móveis deixados pelos moradores que perderam boa parte do que tinham em razão do alagamento. Nas residências localizados nos pontos mais baixos do Ipiranga, a água chegou a mais de 1 metro. Estragos do temporal de quinta-feira No Ipiranga, região sudeste da cidade, uma composição da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ficou ilhada entre as estações Tamanduateí e Ipiranga da Linha D, que liga o bairro da Luz ao município de Mauá, com centenas de pessoas a bordo. Os passageiros foram resgatados em botes pelos homens do Corpo de Bombeiros até por volta das 2h desta sexta-feira. O alagamento fez com que o trens ficassem parados desde as 18h30 e a circulação só voltou ao normal durante a madrugada desta sexta. Na zona Leste, o córrego Aricanduva transbordou e invadiu as pistas, paralisando o trânsito na região. O mesmo problema ocorreu na Avenida Tancredo Neves, no Ipiranga, onde o Córrego Moinho Velho também transbordou. Na mesma região, a Avenida Professor Abraão de Moraes foi tomado pelas águas do Córrego Ipiranga, e na Rodovia Anchieta, o alagamento foi causado pelo Ribeirão dos Couros, que passa sob as pistas no quilômetro 13. A rodovia chegou a ficar fechada por quase 40 minutos nos dois sentidos. O resultado foram quilômetros de lentidão, que perduraram até o início da madrugada desta sexta-feira. Um muro do aeroporto de Congonhas, com cerca de 30 metros de extensão, ao longo da Avenida Bandeirantes, desabou. Ninguém se feriu e não houve prejuízo para as operações de pousos e decolagens. Vários bairros ficaram alagados em Mauá, Santo André, São Bernardo e São Caetano do Sul, principalmente nas regiões ao longo do Rio Tamanduateí. Carros foram levados pela enxurrada e muitos motoristas não conseguiram chegar em casa. No limite entre São Paulo e São Caetano do Sul, choveu 81,3 milímetros, equivalentes a quase 40% do volume de água esperado para todo o mês de fevereiro na cidade - 217 mm.

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