Santos-Guarujá terá 4 lanchas novas

Governo do Estado de SP vai substituir antigos barcos para pedestres, com mais de 40 anos de uso, por catamarãs mais modernos

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2013 | 02h06

Lanchas para até 350 pessoas, com ar condicionado, TVs e espaço para bicicletas, vão chegar a partir de março a Santos, na Baixada, para fazer a travessia de pedestres até o Guarujá. Elas vão substituir as embarcações antigas, com até 44 anos de uso, administradas pela estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa).

O serviço das lanchas parte da Praça da República, no centro velho de Santos, e vai até Vicente de Carvalho, no Guarujá. É usado principalmente por trabalhadores da região. Os barcos novos são do tipo catamarã, com casco duplo, feitos de uma fibra de vidro especial - material usado na construção de aviões de grande porte. Os barcos antigos são feitos de aço e tem menor capacidade de propulsão e casco único.

Para o usuário, a principal vantagem com a troca das embarcações será a realização de uma viagem mais confortável. Os bancos ficam em um único pavimento, com corredores mais amplos, e o sistema de ar condicionado central permite que o ambiente seja totalmente fechado. As bicicletas terão uma área separada do salão dos passageiros.

As portas permitem que o embarque seja feito na metade do tempo gasto hoje. As novas embarcações têm duas portas e as velhas, apenas uma. A duração da viagem continuará a mesma: entre 10 e 15 minutos. "Como o embarque será mais rápido, o barco vai fazer o trajeto mais vezes e, assim, será possível ampliar em até 15% o número de usuários", diz o presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço. Cerca de 15 mil pessoas usam o serviço por dia.

As lanchas estão sendo construídas em Belém, no Pará. A primeira deve sair de lá no fim de fevereiro.

Travessia. A falta de conforto das lanchas atuais é uma das principais reclamações dos usuários. A operadora de telemarketing Amanda Anjos Campos Ferreira, de 27 anos, se queixa da proliferação de insetos, como baratas e abelhas. "Acho que a gente tem muita sorte de não passar por acidentes, porque olha aí o estado dos coletes salva-vidas", diz, apontando para os equipamentos sujos, instalados ao longo dos assentos.

Amanda considera caro o preço da passagem (R$ 2,30) "porque eles não dão conforto" para os usuários. O valor do bilhete será mantido.

A travessia hoje é feita por cinco lanchas, fabricadas entre 1969 e 1982. Os barcos atuais, que têm mais de um andar para passageiros, apresentam sinais de ferrugem e, apesar de placas de proibição, muitas vezes os passageiros viajam sentados nas escadas. O salão é compartilhado por pessoas e bicicletas e as janelas ficam abertas.

As barcaças antigas sairão gradativamente de circulação. A Dersa destaca que outra vantagem da nova frota será o tempo de manutenção. As lanchas de aço precisam ficar cinco meses no estaleiro quando necessitam de reformas. As lanchas de fibra não ultrapassam 3 meses.

As embarcações foram compradas em 2011, com contrato de R$ 13,5 milhões na época. A Dersa pretende reformar a área de embarque em Santos. / COLABOROU ZULEIDE DE BARROS, ESPECIAL PARA O ESTADO

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