Santos e Paulínia estão entre os casos bem-sucedidos

Entre as experiências mais bem-sucedidas de Film Commission no Brasil estão Santos e Paulínia. A primeira foi criada há pouco mais de três anos e, apesar de administrada por uma equipe de apenas cinco pessoas em uma salinha de 30m2, já atraiu cerca de R$ 5 milhões para a cidade. Cristina Guedes, diretora da comissão, diz que a entidade não cobra pela cooperação com as produções. Apenas ajuda a conseguir locação, transporte e casting. "O dinheiro que a comissão atrai é para a cidade. Sempre que uma produção vem a Santos, as pessoas se hospedam aqui, usam nossos serviços, alugam carros, roupas e pagam até R$ 100 por dia a cada figurante", diz. A prefeitura de Paulínia, que nos últimos três anos se tornou nacionalmente conhecida como polo cinematográfico, investe R$ 18 milhões por ano em produções de filmes - 40% do dinheiro de cada produção tem de ser gasto em Paulínia com hotel, figuração, transporte. Nos últimos anos, a produção de 40 filmes foi aprovada pelo polo de Paulínia, entre eles Bruna Surfistinha. A verba vem em grande parte da refinaria de petróleo, via incentivo fiscal.

Paulo Sampaio, O Estado de S.Paulo

29 Março 2011 | 00h00

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