Santana e Belém registram maior número de casos

As regiões episcopais de Santana, na zona norte, e do Belém, na zona leste, são os lugares da cidade onde mais jovens são mortos em casos de supostas resistências seguidas de morte envolvendo policiais militares. O levantamento, feito pelo Centro Santo Dias de Direitos Humanos, da Arquidiocese de São Paulo, considera a divisão geográfica feita em São Paulo pela Igreja.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2010 | 00h00

Entre 2004 e 2007, Santana liderou duas vezes o ranking, ficou uma vez em terceiro e outra em sexto. Belém alternou a primeira e a segunda posição nos quatro anos da pesquisa.

Um dossiê elaborado no ano passado por 15 entidades de direitos humanos mostra que em São Paulo, nos últimos dez anos, foram assassinados em média 15 civis para cada policial morto. O número é 50% superior ao considerado internacionalmente justificável. Segundo o dossiê, estudos feitos nos Estados Unidos apontam que, quando a proporção entre civis assassinados e policiais mortos supera a média de dez, isso significa que a polícia usou a força letal de maneira desproporcional à ameaça. O dossiê ainda dizia que, em São Paulo, as vítimas "dessa pena de morte" são jovens entre 15 e 24 anos das periferias.

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