Sampaio Moreira vai ganhar praça e eventos

'Avô dos arranha-céus paulistanos', prédio de 13 andares construído em 1924 será restaurado a partir do 2º semestre

Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2011 | 00h00

Com um ano de atraso, o restauro do Edifício Sampaio Moreira, na Rua Líbero Badaró, centro de São Paulo, vai começar no segundo semestre. Conhecido como "avô dos arranha-céus", o prédio de 13 andares construído em 1924 será a sede da Secretaria Municipal de Cultura. Entre as novidades do projeto, cujo edital de obras será lançado na semana que vem, está a construção de praça ligada ao prédio, com área para eventos culturais.

A nova praça terá cerca de 400 metros quadrados, com área coberta para uso cultural, como pocket shows, seminários e lançamentos de livros. O acesso para os visitantes será pelo prédio vizinho, que também foi desapropriado e terá sua fachada restaurada para servir de entrada para a nova praça.

As obras no edifício histórico estão orçadas em R$ 15 milhões e a publicação do edital para a restauração deve ser publicado na semana que vem, segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (Siurb). O restauro deve começar "até o fim do ano" e a previsão é que as obras terminem em dezembro de 2012.

Passarelas. Além do restauro da fachada e da construção da nova praça, o interior do edifício também será totalmente renovado. Para transformar o prédio comercial em repartição pública, serão construídas passarelas no vão livre existente - serão nove passagens, ligando as duas extremidades do edifício. Em um terraço na área interna do edifício será construído também um pequeno jardim.

Para "demonstrar o valor histórico do conjunto", o quinto andar do prédio será restaurado exatamente como era quando foi construído pela família Sampaio Moreira. "A planta continuará a mesma, com banheiros em um único ponto do andar, por exemplo, para demonstrar como era a distribuição dos ambientes em um prédio do início do século passado", explicou o arquiteto Samuel Kruchin, autor do projeto. "O edifício representa o início da transformação da cidade em metrópole e merece um restauro cuidadoso, que seja condizente."

Refeitório. O pergolado existente no terraço do edifício - seu 13º andar - também será restaurado e, no local, haverá um refeitório para os funcionários. A área, com vista para o Anhangabaú, não será aberta ao público, mas se estuda a realização de passeios monitorados até o terraço para alunos da rede pública. Todo o prédio foi desapropriado pela Prefeitura em 2008, por R$ 5,1 milhões, para abrigar a Secretaria da Cultura.

A única área comercial que será mantida no Sampaio Moreira mesmo após o restauro será a Casa Godinho, armazém que funciona no endereço do edifício há 122 anos, mesmo antes de o prédio ser construído.

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