Sambódromo faz 20 anos querendo mais que folia

No ano passado, Anhembi faturou até com automobilismo; planos da prefeitura incluem ainda ampliar e cobrir passarela do samba paulistano

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

04 Março 2011 | 00h00

Palco da festa que começa hoje, o sambódromo do Anhembi completa 20 anos com ambição de se consolidar como espaço multiuso, ganho de 10 mil metros quadrados e sonho de se tornar coberto. "Nos últimos cinco anos, o sambódromo deixou de ser apenas o endereço do carnaval", afirma Caio Luiz de Carvalho, presidente da SPTuris, que administra o espaço. A pluralidade de atividades no local - lançamentos automotivos, eventos esportivos, shows musicais e até uma etapa do campeonato de Fórmula Indy - garantiram, no ano passado, uma renda recorde de R$ 4,2 milhões; foram R$ 3,5 milhões de 2009. Em 77% dos dias, o sambódromo foi ocupado de alguma maneira: outro recorde, já que em 2009 a ocupação foi de 62%.

Outra novidade, a ser concretizada ainda neste semestre, é o ganho de 10 mil m2 para a área de dispersão, graças à retirada de um posto de combustível que funciona no local, o que custará R$ 8 milhões para a Prefeitura. A SPTuris pretende ainda cobrir o sambódromo, para viabilizar a realização de mais eventos, mas não há prazo para isso acontecer. "Temos um pré-projeto, mas nem orçamento ainda", conta Carvalho.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Polo Cultural Grande Otelo foi inaugurado em 1.º de fevereiro de 1991 e usado pela primeira vez no carnaval daquele ano. "São Paulo precisava de um equipamento à altura da importância da cidade", diz a deputada federal Luiza Erundina (PSB), na época prefeita de São Paulo. A obra custou US$ 9 milhões. Antes, desde 1977, os desfiles ocorriam na Avenida Tiradentes.

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