'Samba era o maior orgulho'

"Samba era uma espécie de boas-vindas a quem entrava no apartamento de Jean Boghici. A tela de Di Cavalcanti ficava logo na entrada, em uma antessala à direita. Era o grande orgulho da coleção de cerca de 100 peças que Boghici acumulou em meio século.

O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2012 | 03h03

De Samba, ele não gostava de se separar. A mulher, Geneviève, não admitia ficar longe da tela. "Sou marchand. O que eu coleciono tenho de mostrar. Na minha casa, só gente mais íntima pode ver. Mas, de tanta gente que vem aqui, a minha casa já virou quase pública", disse, no ano passado.

Os quadros estavam por todos os lados no dúplex. Na sala de jantar, telas de Antonio Dias e Antônio Bandeira. No corredor que leva aos quartos, estavam duas obras de Lygia Clark. O quarto de Boghici era uma minigaleria, com a joia O Sono, de Tarsila do Amaral.

Diante de tantas maravilhas, ele jurava não ter um favorito. Mas tinha apreço especial por Samba."

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