Saídas da capital têm 24 pontos críticos

16 estão em áreas urbanas; piores trechos foram encontrados na região de Jundiaí

FELIPE TAU / JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

05 Abril 2012 | 03h02

Rodovias que ligam a cidade de São Paulo ao interior, litoral e outros Estados têm 24 pontos críticos para ocorrência de acidentes, de acordo com levantamento feito pelas sete concessionárias responsáveis pelas estradas. Desse total, 16 estão em áreas urbanas, sete em serras e um em trecho de curvas sinuosas - 18 estão em São Paulo e outros seis em Minas e Paraná.

O mapeamento considera as seguintes rodovias: Via Dutra, Ayrton Senna, Carvalho Pinto, Bandeirantes, Anhanguera, Castelo Branco, Raposo Tavares, Régis Bittencourt, Imigrantes e Anchieta. Entraram no balanço também a Cônego Domênico Rangoni e a SP-248, a continuação do Sistema Anchieta-Imigrantes para o litoral norte.

As concessionárias não informaram o número de acidentes em cada ponto, mas apresentaram uma análise com base na avaliação interna da segurança, repassada anualmente à agência reguladora de transportes no Estado de São Paulo (Artesp).

De acordo com o gerente de Segurança da agência, Carlos Campos, os trechos urbanos são críticos por causa do tráfego das estradas em alta velocidade somado ao trânsito local. "Há um adensamento do tráfego, além de um aumento de fatores que geram acidentes, como bicicletas e pessoas no acostamento."

O resultado, explica ele, é um aumento do risco de atropelamentos, colisões laterais e traseiras. Segundo a Artesp, esses acidentes representam 24% das batidas e 20% das mortes na malha sob concessão. A região de Jundiaí e Campinas tem os pontos mais críticos na malha urbana. Por essa área, passam a Anhanguera e a Bandeirantes. Outro ponto de risco é Guarulhos, cortada por Via Dutra, Ayrton Senna e Fernão Dias.

O administrador André Meyer, de 24 anos, tem o hábito de trafegar pela Fernão Dias, para ir a Bragança Paulista. Em relação ao trecho de pista em Guarulhos, sobram reclamações. "A pista é muito ondulada e quando chove forma poças. A sinalização horizontal também é um problema", diz. Ele pegará a estrada na Páscoa para visitar a família.

Em relação às serras, segundo o diretor da Artesp, o perigo está, além da inclinação, nas curvas fechadas e no grau de perícia dos motoristas. "A serra exige mais destreza, nem sempre o mais hábil respeita o mais lento, que está à frente", observa.

Para Sérgio Ejzenberg, engenheiro perito em acidentes e mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo (USP), a falta de visibilidade nas curvas de serras, mais fechadas, é outro fator de risco. "O motorista tem de entender de não dá para dirigir como se tivesse a mesma visão de uma linha reta", diz.

Aeroportos. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), responsável por 66 terminais do País, espera receber 2 milhões de passageiros nesta Páscoa - um crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2011.

Equipes da Infraero estarão de plantão para assegurar manutenção de equipamentos essenciais, como pontes de embarque, elevadores e escadas rolantes. A empresa vai colocar funcionários com coletes amarelos da campanha "Posso Ajudar?/May I help you?" nos saguões para orientar e esclarecer dúvidas dos viajantes e distribuir o Guia do Passageiros.

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