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Saída de São Paulo para o carnaval exigiu paciência nas estradas

Tamoios chegou a registrar 70 quilômetros de lentidão; Régis, Bandeirantes e Rio-Santos também tiveram congestionamento

José Maria Tomazela, Reginaldo Pupo, Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

14 Fevereiro 2015 | 18h20

SÃO PAULO - Quem planejou sair de São Paulo neste sábado, 14, para aproveitar o feriado de carnaval no interior ou litoral paulista colocou a paciência à prova. Durante o período da manhã e parte da tarde, o excesso de veículos nas estradas causou lentidão e engarrafamentos em diversos pontos. A rodovia com pior situação foi a Tamoios, que chegou a acumular 70 quilômetros de congestionamento.

A Rodovia dos Tamoios, que liga o Vale do Paraíba ao litoral norte do Estado, chegou a ter carros completamente parados na via, com as pessoas fora dos veículos. A Dersa, concessionária da pista, recomendou aos motoristas que dessem meia volta e tentassem novamente seguir viagem neste domingo. No fim da tarde, a fila ainda era de 16 quilômetros.

Uma das razões para o congestionamento era a lenta vazão para a Rodovia Rio-Santos, que também registrou forte trânsito durante o dia, com lentidão de até 46 quilômetros. O outro motivo que dificultou a vida de quem trafegava na Tamoios foi a retirada da carga de uma carreta que havia tombado na sexta-feira. Para a operação da retirada de gás, as pistas ficaram bloqueadas durante a madrugada do sábado e reteve veículos.

Filas de menor extensão foram registradas nas Rodovias Castelo Branco, que liga a capital ao oeste paulista, e na Bandeirantes, também com conexão ao interior. A expectativa é de que nesse domingo os problemas com tráfego sejam reduzidos em razão do fluxo de veículos que já se deslocou para o litoral ou para interior.

Régis. O mecânico Edno Bueno de Moraes, morador de Sorocaba, enfrentou 50 quilômetros de congestionamento na Rodovia Régis Bittencourt, BR-116, na manhã de sábado, para chegar à praia da Jureia, no litoral sul de São Paulo.

O trânsito estava lento desde o Rodoanel, em São Paulo, e ficava totalmente complicado na altura de Juquitiba. “Havia 20 quilômetros de pare e siga (sinalização que orienta o motorista) antes da Serra do Cafezal e, no trecho da serra, algumas pessoas chegaram a descer do carro”, contou.

O maior gargalo, segundo ele, estava no trecho não duplicado da serra, na metade do percurso entre Juquitiba e Miracatu. Em alguns trechos era permitido rodar pelo acostamento, mas nem isso aliviava o tráfego. “Nos pontos mais livres, havia a limitação de velocidade a 60 por hora, com controle de radar”, afirmou Moraes.

A concessionária da rodovia informou que a lentidão, por volta das 10 horas, ia do km 305 ao 345, numa extensão de 40 quilômetros, entre São Lourenço da Serra e Miracatu, e se devia ao excesso de veículos. Segundo a empresa, 60% do trecho de serra estão duplicados e a obra dos demais, dentro do cronograma.

Paciência. Turistas que passam o carnaval no litoral norte de São Paulo enfrentaram no período da tarde lentidão em diversos trechos da Rodovia Rio-Santos. O trecho mais crítico estava entre Caraguatatuba e Ubatuba, onde o motorista precisou de três horas para percorrer um trecho em que faz normalmente em 40 minutos.

Em São Sebastião, o tráfego ficou lento entre a Praia do Arrastão e o centro da cidade. O trajeto, que costuma ser feito em 10 minutos, era percorrido em uma hora. O trevo e a avenida da praia em Caraguatatuba também apresentavam lentidão.

Com o forte calor, diversas praias estão lotadas nas quatro cidades, especialmente a Praia Grande (Ubatuba), Maresias (São Sebastião), Curral (Ilhabela) e Caraguatatuba (Martim de Sá), as mais procuradas pelos turistas.

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