Saída de Moraes faz vereadores correrem atrás de cargos

A saída do supersecretário Alexandre de Moraes provocou uma correria de vereadores pelos 30 cargos de chefia vagos nas Secretarias de Transportes e de Serviços, na CET, na SPTrans e no Serviço Funerário.

Bastidores: Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2010 | 00h00

Adiar ontem a votação do projeto do mobiliário urbano fez parte de uma estratégia de vereadores para pressionar o Executivo a negociar esses cargos. Na terça-feira pela manhã, após a confirmação oficial da saída de Moraes, vereadores começaram a sondar assessores sobre a recomposição dos setores.

Os parlamentares reclamam que não são permitidas indicações políticas nos cargos de diretoria de trânsito e no Serviço Funerário desde a eleição de José Serra (PSDB) como prefeito. "Nós que conhecemos as demandas da população não somos chamados a contribuir", reclamou ontem um vereador.

Moraes despertou a ira de vereadores ao proibir qualquer engenheiro de tráfego da CET de atender aos pedidos da Câmara e dos subprefeitos sem a sua autorização por escrito. Lideranças do Legislativo ligadas ao setor de transportes, como Adilson Amadeu (PTB), Antonio Goulart (PMDB) e Milton Leite (DEM), não estavam satisfeitos com o supersecretário. O desgaste de Moraes teve papel decisivo dos vereadores do Centrão, que reclamavam dele ao prefeito Kassab.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.