Saída achada com o celular

A luz do celular apontou o caminho, no meio da fumaça preta, para que o artista plástico de Parintins (AM) Adson Amazonas, de 33 anos, que há seis meses trabalha na União da Ilha, escapasse do barracão. "Salvou minha vida", conta. Ele foi acordado por volta das 7 horas de ontem com os gritos de "fogo".

Bruno Boghossian, O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2011 | 00h00

"Foi uma correria danada para tentar salvar quem estava lá." Amazonas subiu ao 4.º andar para tentar tirar os colegas que pediam ajuda, mas, quando conseguiu chegar lá, todo mundo já tinha saído. Quase ficou preso. No desespero, caiu na escada, passou mal e precisou de atendimento médico.

Do lado de fora, a desolação. "Vi o fogo consumindo o barracão e percebi que estava tudo acabado", lamenta. "Não deu tempo de salvar as fantasias. O fogo passou por cima."

O que Amazonas mais quer agora é voltar ao trabalho. "Vamos fazer um mutirão, não sei se vai ficar igual, mas a escola tem de desfilar."

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