Saiba quais são as principais mudanças com a aprovação do Plano Diretor

Proposta, aprovada nesta quarta-feira na Câmara, reorganiza o crescimento de São Paulo

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

30 Abril 2014 | 20h09

SÃO PAULO - A Câmara dos Vereadores de São Paulo aprovou na tarde desta quarta-feira, 30, em primeira votação, o novo Plano Diretor de São Paulo. Foram 46 votos favoráveis contra dois contrários. A proposta reorganiza o crescimento da cidade.

Mais de 3 mil sem-teto que bloqueavam o Viaduto Jacareí, uma das principais e mais movimentadas vias do centro, comemoraram o resultado final da votação. A proposta da gestão Fernando Haddad (PT) será levada a segunda e definitiva votação, que deve ocorrer até o final do mês.

O que muda com o novo Plano Diretor:

Espigões liberados ao longo dos corredores de ônibus

O novo Plano Diretor libera a construção de prédios com até 42 metros de altura (15 andares) às margens de grandes avenidas que possuem corredores de ônibus e estações do Metrô, sem restrições. A mesma regra vale para um raio de 200 metros no entorno dos corredores

Prédios só de 8 andares no meio de bairros saturados

Por dentro de regiões verticalizadas e com pouca oferta de transporte público (casos de bairros como Vila Mariana, Pompeia, Perdizes, Morumbi e Moema) só serão liberados prédios com no máximo oito andares. A exceção vai acontecer em quarteirões onde já existem mais de cinco prédios com altura superior a 25 metros.

Cohab e Minha Casa Minha Vida em áreas de proteção ambiental

Acabam as restrições para a construção de prédios populares em áreas de preservação permanente, como no entorno das represas Billings e Guarapiranga e no bairro de Parelheiros. A restrição às edificações na Serra da Cantareira, protegida por lei estadual, foi mantida.

Corredor cultural Luz-Paulista

Cria anistia de impostos para a construção de cinemas, galerias de arte e teatros no eixo entre a Estação da Luz e a Avenida Paulista

Nova zona rural no extremo sul

O projeto torna o distrito de Engenheiro Marsilac novamente uma zona rural. O objetivo é permitir que agricultores da região possam captar incentivos do governo federal só concedidos para quem mora nessas áreas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.