Saiba onde estão os pontos críticos de alagamento em São Paulo

Maioria dos pontos está na zona oeste da cidade; CGE consegue prever temporais com 3 dias de antecedência

da Redação, estadao.com.br

09 Fevereiro 2009 | 16h11

Trinta pontos de alagamento são considerados críticos em São Paulo, segundo levantamento do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). O estudo aponta a zona oeste da cidade como a região que mais alaga durante as chuvas, com sete pontos recorrentes.   Veja também:  Ouça recomendações do CGE em caso de enchente    Galeria - confira fotos dos estragos da chuva  Todas as notícias sobre vítimas das chuvas  Saiba quais cuidados tomar para evitar danos em enchentes  TV  Estadão: Confira a previsão do tempo no Brasil nesta terça   Imagem mostra os 30 pontos críticos de alagamento na capital paulista.         Arte: estadao.com.br    O CGE consegue prever com até três dias de antecedência os temporais que vão atingir a capital paulista. Um meteorologista e um técnico em meteorologia, dois engenheiros civis, um técnico de informática e três assessores de imprensa trabalham fazendo o monitoramento das chuvas na cidade. "Monitoramos constantemente as condições climáticas de São Paulo. Três dias antes de uma chuva forte, as autoridades já são informadas e podem se planejar para evitar o pior", garante o meteorologista Michael Rossini Pantera - que, pelo sobrenome, é chamado por seus colegas de "o fera do CGE".   As informações recebidas pelo órgão - e interpretadas pelos especialistas - chegam constantemente de várias fontes. Graças a um convênio com a Prefeitura, a empresa Somar Meteorologia encarrega-se de muni-los com dados meteorológicos. Além disso, 22 estações computadorizadas espalhadas pelo Município enviam informações sobre temperatura, umidade, pressão atmosférica, velocidade e direção do vento e volume de chuvas.   Em caso de tempestade, pontos de alagamento são mapeados com a ajuda dos marronzinhos da CET. "Na cidade toda, há 500 pontos onde há possibilidade de alagamento", comenta o meteorologista.   Diariamente, com chuva ou sol, boletins com as condições climáticas da capital são enviados para autoridades, pelos assessores de imprensa. "A CET, as subprefeituras e a Defesa Civil, por exemplo, precisam ser constantemente informadas", conta uma das jornalistas que trabalham ali, Cíntia Luz. Ela faz boletins para a imprensa em geral. Mas a população também pode se informar diretamente pelo site.   De acordo com a classificação do órgão, há quatro estados em que a cidade pode se encontrar. O "de observação" é o normal. Se há chuva com potencial de alagamento, o estado é "de atenção". Quando rios transbordam, o CGE declara "estado de alerta". Por último, há o "estado de alerta máximo", que seria "uma calamidade pública", diz o meteorologista Pantera. "Felizmente, isso nunca aconteceu por aqui."   (Com informações de Edison Veiga, de O Estado de S. Paulo.)

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